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	<title>Arquivos Economia - Caldas Notícias</title>
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	<description>Contra fatos não há argumentos</description>
	<lastBuildDate>Sun, 07 Jun 2026 18:34:54 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Economia - Caldas Notícias</title>
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		<title>Mais de 244 mil empresas estão inadimplentes em Goiás; débito supera R$ 4 bilhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 18:34:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Levantamento da Serasa mostra que estado acumula R$ 4,13 bilhões em débitos; cenário acompanha recorde nacional de mais de 9</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/mais-de-244-mil-empresas-estao-inadimplentes-em-goias-debito-supera-r-4-bilhoes/">Mais de 244 mil empresas estão inadimplentes em Goiás; débito supera R$ 4 bilhões</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Levantamento da Serasa mostra que estado acumula R$ 4,13 bilhões em débitos; cenário acompanha recorde nacional de mais de 9 milhões de CNPJs negativados</em></p>
<p>Goiás registrou 244.254 empresas inadimplentes em abril de 2026, que juntas acumulam aproximadamente R$ 4,13 bilhões em dívidas, segundo levantamento da Serasa. O número coloca o estado em sintonia com uma tendência nacional de aumento da inadimplência empresarial, que atingiu recorde histórico no mesmo período.</p>
<p>Em todo o país, mais de 9 milhões de empresas estavam em situação de inadimplência em abril de 2026, um crescimento de 1,5 milhão de CNPJs em relação ao mesmo mês do ano anterior. O total supera com folga o recorde anterior, de 7,5 milhões de empresas endividadas.</p>
<p>Apesar do cenário desafiador, Goiás apresentou indicadores mais equilibrados do que a média nacional. A dívida média por CNPJ no estado foi de R$ 16.900,55 em abril de 2026, valor inferior aos R$ 22.478,23 registrados em janeiro de 2024. Já o valor médio de cada débito permaneceu relativamente estável ao longo do período analisado, variando entre R$ 2.800 e R$ 3.200.</p>
<p>O número de empresas inadimplentes em Goiás chegou ao pico de 284.141 em dezembro de 2025. Desde então, houve uma redução e posterior estabilização dos registros, com 237.317 empresas em janeiro de 2026 e 244.254 em abril deste ano.</p>
<p>No cenário nacional, as micro e pequenas empresas concentram a maior parte dos débitos. Em abril de 2026, eram 8,52 milhões de negócios desse porte inadimplentes, somando R$ 191,8 bilhões em dívidas. As médias empresas totalizavam 34 mil CNPJs negativados, com débitos de R$ 7,4 bilhões, enquanto as grandes empresas somavam 25 mil registros, acumulando R$ 9 bilhões em obrigações atrasadas.</p>
<p>Ao todo, o país contabilizou 63,7 milhões de débitos em atraso, que somam R$ 220,9 bilhões. O setor de Serviços concentra a maior parcela das empresas inadimplentes, representando 55,6% do total, seguido pelo Comércio (32,4%) e pela Indústria (8,1%).</p>
<p>Os atrasos mais frequentes são classificados como dívidas não financeiras, categoria que responde por 76,2% dos registros e engloba obrigações junto a prestadores de serviços, utilities e varejo. Já os débitos com bancos, cartões de crédito e instituições financeiras representam 23,8% do total.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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		<title>FICOMEX 2026 encerra com mais de 200 milhões de euros em negócios prospectados </title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 19:41:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Projeto pioneiro de blockchain e outras novidades também marcaram sucesso da primeira edição internacional da Feira, que já tem próxima</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Projeto pioneiro de blockchain e outras novidades também marcaram sucesso da primeira edição internacional da Feira, que já tem próxima data marcada</p>
<p>A FICOMEX 2026 encerrou sua programação em Lisboa, Portugal, com prospecção de negócios no valor de mais de € 200 milhões, o equivalente a mais de R$ 1 bilhão. A edição contou com mais de 200 rodadas de negócios e mais de 15 visitas técnicas voltadas à inovação, empreendedorismo e internacionalização de negócios.</p>
<p>Realizada nos dias 28 e 29 de maio e 1º de junho, a primeira edição internacional da Feira marcou um novo momento para a internacionalização do setor produtivo brasileiro. O evento levou para a Europa debates estratégicos sobre comércio exterior, inovação, sustentabilidade e investimentos<img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-medium wp-image-16571 aligncenter" src="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0406-261x300.jpg" alt="" width="261" height="300" srcset="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0406-261x300.jpg 261w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0406-890x1024.jpg 890w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0406-768x883.jpg 768w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0406.jpg 960w" sizes="(max-width: 261px) 100vw, 261px" /></p>
<p>Organizada pela ACIEG e a Faciest, a FICOMEX 2026 reuniu empresários, autoridades, representantes diplomáticos, investidores e especialistas em uma programação voltada à aproximação entre o Brasil e a Europa. A temática principal aproveitou a esteira do acordo Mercosul–União Europeia.</p>
<blockquote><p>“Os empresários que participaram da FICOMEX ouviram dos europeus que o Brasil é a bola da vez para aproveitar as oportunidades com esse acordo, não apenas para exportar a matéria-prima, como também o produto final”, afirmou o presidente das duas entidades, Rubens Fileti. Especialistas, representantes diplomáticos e lideranças empresariais analisaram os impactos do acordo para exportadores brasileiros.</p></blockquote>
<p>Um dos destaques foi a mesa-redonda com o eurodeputado Paulo Cabral e o primeiro-secretário da Embaixada do Brasil em Lisboa, Bruno Simões, que destacou o pioneirismo da ACIEG ao promover essa discussão diretamente no território europeu. Com o sucesso da edição 2026, a próxima edição da FICOMEX já tem data definida e será realizada de 29 de junho a 1º de julho de 2027, em local a ser anunciado.</p>
<p><img decoding="async" class="size-medium wp-image-16572 aligncenter" src="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" srcset="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403-300x225.jpg 300w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403-1024x768.jpg 1024w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403-768x576.jpg 768w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403-1536x1152.jpg 1536w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/06/IMG-20260602-WA0403.jpg 1600w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><strong>Projeto pioneiro</strong></p>
<p>A inovação esteve entre os destaques da FICOMEX 2026. Um dos principais anúncios foi a apresentação, pela ACIEG, de um ecossistema baseado em blockchain voltado à certificação, validação de documentos e rastreabilidade de cadeias produtivas.</p>
<p>Com apoio institucional da Faciest para o projeto, a ACIEG se torna a primeira entidade empresarial do Brasil preparada tecnologicamente para atender às exigências globais de exportação e importação.</p>
<p><strong>Empreendedorismo feminino</strong></p>
<p>A participação feminina no comércio internacional também ganhou destaque em uma programação liderada pela ACIEG Mulher. Durante o evento, foi formalizado um acordo de cooperação entre a ACIEG Mulher e o Clube de Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, ampliando oportunidades de intercâmbio e desenvolvimento empresarial entre os dois países.</p>
<p><strong>Diplomacia e relações institucionais</strong></p>
<p>A agenda institucional foi outro ponto alto da edição internacional da FICOMEX. A comitiva participou de visita oficial ao Parlamento Português, sendo recebida pelos deputados Leonor Cipriano e José Cesário. Também houve recepção na residência oficial do Embaixador do Brasil em Portugal, Raimundo Carreiro.</p>
<p>No local, o presidente Rubens Fileti recebeu das mãos do deputado estadual Virmondes Cruvinel, a placa da Lei n° 23.777, que inclui a FICOMEX no Calendário Cívico, Cultural e Turístico do Estado de Goiás. Os momentos fortaleceram o relacionamento entre autoridades brasileiras, representantes diplomáticos e lideranças empresariais presentes.</p>
<p>Para a presidente da Câmara de Comércio Exterior da ACIEG, a Feira fortaleceu as conexões entre os ecossistemas empresariais dos dois países. “Os negócios internacionais exigem uma rede estruturada institucional, logística e operacional. A FICOMEX contribui justamente para aproximar empresários, governos e entidades que podem transformar oportunidades em resultados concretos”, destacou Anna Bastos.</p>
<p><strong>Temas estratégicos</strong></p>
<p>O presidente Rubens Fileti destacou o grande dinamismo de atividades na primeira edição internacional da Feira. Diversos temas estratégicos marcaram palestras, mesas-redondas e painéis. A programação reuniu especialistas para debater inteligência artificial, propriedade intelectual, transformação digital e soluções voltadas à competitividade internacional das empresas brasileiras.</p>
<p>As discussões também contemplaram tributação internacional, segurança jurídica, acesso ao mercado europeu e oportunidades para empresas de setores variados, incluindo agronegócio, indústria, tecnologia e serviços.</p>
<p>A apresentação do potencial econômico de Goiás e de Goiânia também esteve entre os destaques da programação. Representantes do Governo de Goiás, Codego, Goiás Fomento, Sebrae Goiás e Prefeitura de Goiânia mostraram os diferenciais competitivos para atração de investimentos e expansão internacional.</p>
<p>Outro tema de grande relevância foi a adaptação das empresas às novas exigências ambientais do comércio internacional. Os debates abordaram mercado de carbono, economia verde, transição energética e sustentabilidade como fatores cada vez mais determinantes para a competitividade global. A FICOMEX 2026 é patrocinada por Codego e SIC Goiás, com apoio da Prefeitura de Goiânia/Sedicas.</p>
<p><strong>Sobre a FICOMEX</strong></p>
<p>A Feira Internacional de Comércio Exterior Brasil-Portugal (FICOMEX) reúne empresas, instituições e especialistas para fomentar o comércio exterior, fortalecer a internacionalização de negócios e expandir relações comerciais entre o Brasil e o mundo. A organização do evento é da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG) e da Federação das Associações Empreendedoras, Comerciais, Industriais, de Serviços, de Tecnologia, de Turismo e do Terceiro Setor do Estado de Goiás (Faciest).</p>
<p>A FICOMEX 2026 acontece nos dias 28 e 29 de maio e 1º de junho de 2026, em Portugal, Lisboa. Mais informações estão disponíveis pelo site ficomex.acieg.com.br. A FICOMEX 2026 tem patrocínio de Codego, SIC Goiás e ABANCA, e apoio de Atlantic Hub, B2B Hub, Brasil Salomão, Câmara de Comércio da Região das Beiras, Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira, Clube de Mulheres de Negócios de Língua Portuguesa, Embaixada do Brasil em Lisboa, Governo de Goiás, Prefeitura de Goiânia/Sedicas, Sebrae Goiás e Vistage Portugal.</p>
<p><strong>Sobre a ACIEG</strong></p>
<p>A Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG), fundada em 1937, é uma das principais entidades de defesa e fomento ao setor produtivo goiano. Composta por representantes de empresas dos mais diversos setores, a ACIEG oferece suporte, capacitação e serviços exclusivos para seus associados. Além disso, a instituição atua como ponte entre o poder público e o setor produtivo goiano. Atualmente, a associação é presidida por Rubens Fileti.</p>
<p>Informações para a Imprensa: Comunicação ACIEG, (62) 99512-3378, comunicacao@acieg.com.br</p>
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		<title>Quem renegociar dívidas no Desenrola ficará proibido de apostar online; entenda a nova regra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 19:20:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desenrola Brasil renegociou mais de R$ 53 bilhões em dívidas e beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas em etapas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Desenrola Brasil renegociou mais de R$ 53 bilhões em dívidas e beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas em etapas anteriores</p>
<p>O governo federal publicou uma norma que determina o bloqueio do acesso de beneficiários do programa Novo Desenrola Brasil a plataformas de apostas esportivas por até 12 meses após a renegociação de dívidas.</p>
<p>A medida foi formalizada pela Instrução Normativa SPA/MF nº 3/2026 e obriga empresas do setor a realizarem o bloqueio automático desses usuários. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, a restrição pode atingir até 27 milhões de brasileiros.</p>
<p>O objetivo, de acordo com o governo, é evitar que pessoas que passaram por processos de renegociação financeira voltem a se endividar por meio das apostas online. Criado para auxiliar consumidores inadimplentes, o Desenrola Brasil renegociou mais de R$ 53 bilhões em dívidas e beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas em etapas anteriores do programa, conforme dados do Ministério da Fazenda.</p>
<p>Para a nova fase, a expectativa do governo é alcançar até R$ 100 bilhões em renegociações. A medida, no entanto, gerou reações no setor jurídico e entre representantes do mercado regulado de apostas.</p>
<p>O advogado Victor Amado, presidente da Comissão Especial de Direito dos Jogos Esportivos e Lotéricos da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, avalia que a restrição pode incentivar a migração de usuários para plataformas ilegais.</p>
<blockquote><p>“A lógica do ‘tudo ou nada’ raramente funciona em regulação de consumo. Impedir que a pessoa aposte completamente não a educa financeiramente, apenas a empurra para canais não regulados, onde não há limite de valor, identificação de jogador compulsivo ou qualquer tipo de controle”, afirmou.</p></blockquote>
<p>O advogado defende que uma alternativa seria estabelecer limites proporcionais de apostas para beneficiários do programa, aliados a políticas de educação financeira. A discussão envolve também aspectos operacionais.</p>
<p>Especialistas apontam que, ao restringir o acesso apenas ao mercado regulamentado, o governo pode perder capacidade de monitorar o comportamento desses usuários. Plataformas autorizadas no Brasil mantêm registros das movimentações financeiras e contam com mecanismos de compliance, ferramentas de autoexclusão e sistemas de identificação de comportamento de risco.</p>
<p>Já plataformas ilegais operam fora da regulamentação brasileira e sem mecanismos de proteção ao consumidor. Outro ponto levantado por representantes do setor diz respeito à diferenciação das apostas em relação a outros tipos de consumo. Segundo Victor Amado, não há restrições semelhantes para serviços como streaming, shows ou eventos esportivos destinados a consumidores endividados.</p>
<p>Ele também cita que a regulamentação das apostas esportivas no país, estabelecida pela Lei nº 14.790/2023, já prevê mecanismos de controle, incluindo a possibilidade de o próprio usuário estabelecer limites de gastos e tempo de utilização nas plataformas autorizadas.</p>
<p>Sob o aspecto jurídico, a norma também deve enfrentar questionamentos. Diferentemente de mecanismos previstos no Código de Defesa do Consumidor para situações de superendividamento, a instrução normativa prevê aplicação automática da restrição, sem análise individualizada dos casos.</p>
<p>A norma não exige comprovação de relação entre as dívidas renegociadas e gastos com apostas, nem estabelece procedimentos de contraditório ou revisão individual para os beneficiários atingidos pela medida.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.<br />
Fotos: Reprodução.</p>
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		<item>
		<title>Pesquisa do Procon Goiás identifica variação de até 27% no preço do gás de cozinha</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/pesquisa-do-procon-goias-identifica-variacao-de-ate-27-no-preco-do-gas-de-cozinha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 19:26:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Procon Goiás realizou uma pesquisa comparativa de preços em 17 distribuidoras de Goiânia. A maior variação encontrada foi de</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Procon Goiás realizou uma pesquisa comparativa de preços em 17 distribuidoras de Goiânia. A maior variação encontrada foi de pouco mais de 27% em distribuidoras da região Norte de Goiânia. O botijão de gás 13 kg (GLP) tem sido comercializado de R$ 98 a R$ 125.</p>
<p>O levantamento foi realizado dos dias 30 de março a 07 de abril, em Goiânia. Para efeito de comparação, a capital foi dividida em quatro regiões: Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.</p>
<p>Na região Sudeste, o gás está sendo vendido entre R$ 100 a R$ 120, contando com uma variação de 20%. Já na região Centro-Oeste, a diferença chega a pouco mais de 19%, com o produto encontrado de R$ 105 a R$ 125.</p>
<p>O levantamento também encontrou uma variação em torno de 13% nas distribuidoras da região Sul de Goiânia. O botijão é encontrado entre R$ 110 e R$ 125.</p>
<p>A pesquisa completa, com relatório detalhado e planilhas, está disponível no site do Procon Goiás (goias.gov.br/procon).</p>
<p><strong>Gás de cozinha – dicas aos consumidores</strong></p>
<p>Segundo a superintendente do Procon Goiás, Marco Palmerston, é importante que o consumidor tenha atenção no momento da compra.</p>
<blockquote><p>“O levantamento evidencia que há diferenças significativas de preços entre as distribuidoras, o que torna a pesquisa prévia uma aliada importante para o consumidor”.</p></blockquote>
<blockquote><p>“A diferença entre estabelecimentos pode parecer pequena, mas, ao longo de um período, pode se tornar bastante significativa para o orçamento familiar”, afirma.</p></blockquote>
<p>Além da economia, é também preciso pensar na segurança! É fundamental que se verifique se a revendedora é regularizada e tem autorização de funcionamento expedida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).</p>
<p>A orientação é para que o consumidor prefira estabelecimentos com identificação visível, tenha endereço fixo e canais de contato.</p>
<p>Outra dica importante é verificar se o local informa o preço de forma clara, inclusive se há ou não taxa de entrega. Antes de ser instalado, o consumidor deve observar se o botijão possui lacre intacto e selo de segurança.</p>
<p>A nota fiscal deve sempre ser exigida, pois ela garante direitos em caso de problema.</p>
<p>Fonte: Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon) – Governo de Goiás.</p>
<p>Foto: Governo de Goiás / PROCON.</p>
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		<item>
		<title>Carrefour anuncia fechamento de unidade no dia 30 de abril</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/carrefour-anuncia-fechamento-de-unidade-no-dia-30-de-abril/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 18:53:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mudança confirmada para o fim do mês marca o encerramento de uma loja conhecida da rede em área estratégica da</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="retranca">Mudança confirmada para o fim do mês marca o encerramento de uma loja conhecida da rede em área estratégica da capital</p>
<p>Uma movimentação recente envolvendo uma grande rede de <a href="https://portal6.com.br/2026/04/17/fim-da-jornada-6x1-supermercados-comecam-a-adotar-escala-5x2-para-enfrentar-a-escassez-de-mao-de-obra/">supermercados começou a chamar atenção e levantar questionamentos entre consumidores e moradores da região.</a></p>
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<p>A mudança, que já tem data definida, indica uma transformação significativa em um ponto bastante frequentado da cidade.</p>
<p>Uma unidade bastante conhecida do Carrefour em Curitiba já tem data para encerrar as atividades, encerrando um ciclo em uma das regiões mais valorizadas da capital paranaense.</p>
</div>
<p>A decisão, confirmada para o fim de abril, movimentou clientes acostumados à rotina do hipermercado e também chamou a atenção do mercado, especialmente pelo futuro reservado à área.</p>
<p>Instalado no bairro Mossunguê, em frente ao Park Shopping Barigui, o Carrefour Champagnat ocupa um terreno de grandes proporções e localização estratégica.</p>
<p>Agora, com a confirmação do fechamento, o espaço passará a integrar um novo capítulo de desenvolvimento urbano, em uma operação que já desperta interesse pelo porte e pelo potencial do projeto.</p>
<h4>Unidade encerra atividades no fim de abril</h4>
<p>Segundo informado pela empresa, a loja do Carrefour Champagnat vai funcionar somente até o dia 30 de abril.</p>
<p>O encerramento ocorre após a venda do imóvel para um grupo empresarial que pretende implantar um novo empreendimento imobiliário no local.</p>
<p>A rede também informou que os funcionários da unidade serão realocados para outras lojas de Curitiba.</p>
<p>Para os consumidores, a empresa destacou que seguirá presente na capital por meio de outras operações da marca, além de unidades do Atacadão e do Sam’s Club na região.</p>
<h4>Área dará lugar a novo empreendimento</h4>
<p>O terreno onde hoje funciona o hipermercado tem cerca de 90 mil metros quadrados e é apontado como uma das maiores aquisições do tipo greenfield já registradas no Paraná.</p>
<p>Pela dimensão e pela localização, a área é vista como um dos pontos mais promissores para um novo projeto imobiliário na cidade.</p>
<p>A aquisição foi feita em parceria entre a Imobiliária Confronto, por meio da SKNA Properties, e a Teerra Empreendimentos, do escritório Gobbo &amp; Guimarães.</p>
<p>Pela dimensão e pela localização, a área é vista como um dos pontos mais promissores para um novo projeto imobiliário na cidade.</p>
<p>A aquisição foi feita em parceria entre a Imobiliária Confronto, por meio da SKNA Properties, e a Teerra Empreendimentos, do escritório Gobbo &amp; Guimarães.</p>
<p>O desenvolvimento arquitetônico ficará sob responsabilidade do Escritório GP Arquitetura.</p>
<p>Fonte: Portal 6.</p>
<p>Foto: Reprodução</p>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/carrefour-anuncia-fechamento-de-unidade-no-dia-30-de-abril/">Carrefour anuncia fechamento de unidade no dia 30 de abril</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Datafolha aponta que 67% dos brasileiros convivem com dívidas financeiras</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/datafolha-aponta-que-67-dos-brasileiros-convivem-com-dividas-financeiras/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 19:23:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://caldasnoticias.com.br/?p=16012</guid>

					<description><![CDATA[<p>Alto custo do crédito e inflação de itens básicos pressionam o orçamento doméstico O cenário financeiro das famílias brasileiras atravessa</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/datafolha-aponta-que-67-dos-brasileiros-convivem-com-dividas-financeiras/">Datafolha aponta que 67% dos brasileiros convivem com dívidas financeiras</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alto custo do crédito e inflação de itens básicos pressionam o orçamento doméstico</p>
<p>O cenário financeiro das famílias brasileiras atravessa um período de severa compressão. Segundo o mais recente levantamento do Datafolha, realizado com 2.002 pessoas em 117 municípios, a inadimplência e o endividamento tornaram-se componentes onipresentes na realidade do país. Atualmente, 67% dos brasileiros (dois em cada três) declaram possuir dívidas financeiras, enquanto 21% (um em cada cinco) admitem estar com os pagamentos atrasados.</p>
<p>A pesquisa evidencia que a oferta facilitada de crédito, via dispositivos móveis, aliada aos juros elevados e à inflação de itens essenciais, criou uma “tempestade perfeita” para o orçamento das famílias.</p>
<p>A análise detalhada dos dados revela que o cartão de crédito e o crédito rotativo são os principais vilões. Embora o Banco Central tenha implementado normas que limitam os juros anuais a 100% do valor original da dívida, a modalidade rotativa do cartão ainda registra taxas mensais médias de 14,9%.</p>
<p>A pesquisa Datafolha foi realizada nos dias 8 e 9 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.</p>
<p><strong>Modalidades mais críticas</strong></p>
<ul>
<li>Inadimplência por modalidade: O atraso é mais latente entre quem recorreu a amigos e familiares (41%), seguido pelo cartão de crédito parcelado (29%) e empréstimos bancários (26%).</li>
<li>Dependência do crédito: 51% dos entrevistados concordam totalmente que é difícil sobreviver ao mês sem o uso do cartão de crédito.</li>
</ul>
<p>Para além das dívidas bancárias, o endividamento também atinge serviços básicos. Cerca de 28% dos brasileiros estão em atraso com contas de consumo (água, luz, telefone e impostos).</p>
<p><strong>Bem-estar afetado</strong></p>
<p>Para equilibrar as contas, a população tem adotado medidas de contenção que afetam diretamente a qualidade de vida:</p>
<p>Lazer e Alimentação: 64% cortaram gastos com lazer e 60% reduziram as refeições fora de casa.</p>
<p>Consumo Essencial: 52% diminuíram a quantidade de alimentos comprados e 38% reduziram a compra de medicamentos.</p>
<p>Habilidades de Malabarismo: 15% dos usuários de cartão admitem pagar a fatura de um cartão utilizando o limite de outro (habitual ou ocasionalmente).</p>
<p>O Datafolha consolidou esses dados em um “Índice de Aperto Financeiro”, concluindo que 45% da população vive em situação financeira severa ou apertada, sofrendo restrições em quase todos os aspectos do cotidiano.</p>
<p><strong>Desafios estruturais e impacto político</strong></p>
<p>A falta de uma reserva de emergência agrava a vulnerabilidade: 66% dos brasileiros não possuem qualquer poupança. Sem esse colchão financeiro, qualquer imprevisto, como desemprego ou doença, converte-se imediatamente em insolvência.</p>
<p>À Folha de S.Paulo, Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que o problema ultrapassa a gestão individual e toca a macroeconomia.</p>
<p>Com a taxa básica de juros, a Selic, em patamares elevados (14,75% ao ano) e uma sensação de bem-estar em declínio, o tema tornou-se central na agenda política.</p>
<p>O governo federal tem respondido com programas de renegociação e liberações do FGTS, tentando mitigar o impacto eleitoral de uma população majoritariamente endividada e pessimista — afinal, metade dos brasileiros avalia a situação econômica do país como “ruim ou muito ruim”.</p>
<p>O governo prepara novo programa de renegociação de dívidas mirando também as bets, as apostas online que têm contribuído para elevar o endividamento das famílias.</p>
<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse recentemente que a medida está em análise pela pasta e será formulada para definir o modelo mais eficaz de controle do endividamento gerado nesse mercado.</p>
<blockquote><p>“Estamos estudando como criar contrapartidas para os clientes que usarem o Desenrola. Porque não adianta resolver uma dívida e, logo em seguida, a pessoa se endividar novamente nas bets”, afirmou o ministro após reunião com a bancada do PT na Câmara dos Deputados.</p></blockquote>
<p>Fonte: ICL Notícias.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Adeus, shoppings aos domingos: somente praças de alimentação e cinemas poderão abrir</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/adeus-shoppings-aos-domingos-somente-pracas-de-alimentacao-e-cinemas-poderao-abrir/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2026 20:45:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Salvador analisa um projeto de lei que pode alterar significativamente o funcionamento dos shoppings centers na</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Salvador analisa um projeto de lei que pode alterar significativamente o funcionamento dos shoppings centers na capital baiana. A proposta prevê o fechamento das lojas aos domingos, permitindo a abertura apenas de estabelecimentos voltados à alimentação e ao entretenimento, como restaurantes e cinemas.</p>
<p>Apresentado pelo vereador Maurício Trindade (PSDB), o texto ainda precisa passar pelas comissões da Casa antes de ser votado em plenário.</p>
<p>Além da limitação aos domingos, o projeto estabelece que o funcionamento dos estabelecimentos comerciais em shoppings deverá ocorrer de segunda a sábado, com encerramento das atividades até as 21h. Exceções poderão ser autorizadas pela prefeitura em datas específicas, como feriados e períodos de maior movimento no comércio.</p>
<p>A proposta também prevê penalidades para quem descumprir as regras, incluindo multa inicial de R$ 15 mil, suspensão do alvará em caso de reincidência e até cassação definitiva em situações mais graves.</p>
<p><strong>Argumentos: proteção ao trabalhador</strong></p>
<p>Na justificativa, o autor do projeto afirma que a medida busca melhorar as condições de trabalho no setor, especialmente para funcionários que enfrentam longas jornadas e dificuldades de deslocamento. Segundo o parlamentar, muitos trabalhadores dependem de transporte público e estão mais expostos a riscos ao retornar para casa em horários avançados, principalmente aos domingos.</p>
<p><strong>A proposta acompanha discussões</strong></p>
<p>semelhantes em outras regiões do país, onde o funcionamento do comércio nesse dia tem sido alvo de debate.</p>
<p><strong>Reação do setor lojista</strong></p>
<p>Representantes do comércio criticaram a iniciativa e apontaram possíveis impactos negativos na economia local. Entidades do setor argumentam que a restrição pode reduzir vendas, afetar empregos e ampliar a desvantagem frente ao comércio eletrônico, que funciona sem limitação de horário.</p>
<p>Também há questionamentos sobre a compatibilidade da proposta com a legislação federal, que regulamenta o trabalho aos domingos e feriados por meio de acordos coletivos.</p>
<p>Caso seja aprovada, a medida poderá alterar a rotina de consumidores, trabalhadores e empresários em Salvador, reacendendo o debate sobre equilíbrio entre atividade econômica e qualidade de vida no setor de serviços.</p>
<p>Fonte: Mix Conteúdos Digitais.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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		<item>
		<title>Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 na segunda-feira; veja o que já se sabe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 18:41:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Prazo para envio da declaração deve começar em 18 de março e seguir até 29 de maio A Receita Federal do</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/receita-federal-anuncia-regras-do-imposto-de-renda-2026-na-segunda-feira-veja-o-que-ja-se-sabe/">Receita Federal anuncia regras do Imposto de Renda 2026 na segunda-feira; veja o que já se sabe</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Prazo para envio da declaração deve começar em 18 de março e seguir até 29 de maio</p>
<p>A Receita Federal do Brasil deve divulgar na próxima segunda-feira, 16 de março, as regras para a entrega da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) 2026, referente aos rendimentos obtidos em 2025. Durante o anúncio, o órgão também apresentará o calendário oficial para o envio das declarações pelos contribuintes.</p>
<p>A expectativa é que o período de entrega comece em 18 de março e se estenda até 29 de maio. As orientações detalhadas serão apresentadas em coletiva de imprensa, quando também serão esclarecidas eventuais mudanças nas regras e nos procedimentos para o preenchimento da declaração.</p>
<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" class="wp-image-804613 aligncenter" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg.avif" sizes="(max-width: 620px) 100vw, 620px" srcset="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg.avif 620w, https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg-300x145.avif 300w, https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg-768x372.avif 768w, https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg-940x455.avif 940w, https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/03/15194033/1773603632-nova-tabela-imposto-de-renda.jpeg.avif 1000w" alt="" width="620" height="300" /></figure>
</div>
<p>Uma das principais alterações envolve a tabela do Imposto de Renda, que foi atualizada em maio de 2025. Com a mudança, contribuintes que receberam até R$ 3.036 por mês ao longo do ano passado passaram a ficar isentos do pagamento do tributo, considerando o desconto simplificado.</p>
<p>Essa atualização influencia diretamente quem será obrigado a declarar o imposto neste ano, já que o limite de rendimentos para entrega da declaração costuma acompanhar as mudanças na faixa de isenção.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Programa da declaração</h2>
<p>Além das regras gerais, a Receita Federal também deverá apresentar as novidades do programa utilizado para preencher e enviar a declaração, conhecido como Programa Gerador da Declaração (PGD).</p>
<p>O sistema poderá ser baixado pelos contribuintes assim que for disponibilizado oficialmente pelo órgão. Em 2025, o prazo para declaração começou em março, mas a versão pré-preenchida — que já traz informações registradas no banco de dados da Receita — só foi liberada algumas semanas depois.</p>
<p>Durante o anúncio, o Fisco deve informar se a funcionalidade estará disponível logo no início do período de entrega neste ano.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Limites de dedução</h2>
<p>Os valores máximos para deduções continuam os mesmos utilizados nas declarações anteriores. O desconto anual por dependente permanece em R$ 2.275,08. Já o limite para despesas com educação segue em R$ 3.651,50 por pessoa.</p>
<p>Para quem opta pelo modelo simplificado de declaração, o desconto padrão continua limitado a R$ 16.754,34.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Documentos necessários</h2>
<p>Especialistas recomendam que os contribuintes reúnam com antecedência todos os documentos necessários para evitar erros e atrasos no preenchimento da declaração.</p>
<p>Entre os principais documentos estão os informes de rendimentos fornecidos por empresas, bancos e instituições financeiras, além de comprovantes de contribuições ao INSS ou a planos de previdência privada.</p>
<p>Também é importante guardar recibos de despesas que podem ser deduzidas, como gastos médicos e mensalidades escolares. Desde o ano passado, profissionais de saúde que atuam como pessoa física passaram a emitir recibos obrigatoriamente pelo aplicativo Receita Saúde.</p>
<p>Outros documentos relevantes incluem comprovantes de compra ou venda de bens, contratos de aluguel, registros de empréstimos ou financiamentos e extratos de aplicações financeiras.</p>
<p>Quem realizou operações com criptomoedas ou outros ativos digitais também deve apresentar comprovantes das transações.</p>
<p>A organização desses documentos ao longo do ano facilita o preenchimento da declaração e reduz o risco de inconsistências que possam levar o contribuinte à malha fina.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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		<item>
		<title>Goiás caminha para a 2ª maior safra de grãos da história</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/goias-caminha-para-a-2a-maior-safra-de-graos-da-historia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Feb 2026 19:47:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O protagonismo de Goiás na produção de grãos se mantém na safra 2025/26, conforme aponta o 5º Boletim de Acompanhamento</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/goias-caminha-para-a-2a-maior-safra-de-graos-da-historia/">Goiás caminha para a 2ª maior safra de grãos da história</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O protagonismo de Goiás na produção de grãos se mantém na safra 2025/26, conforme aponta o 5º Boletim de Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, divulgado nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).</p>
<p>A estimativa estadual é de 35,8 milhões de toneladas, com área plantada de 7,8 milhões de hectares e produtividade média projetada em 4,6 toneladas por hectare.</p>
<figure style="width: 441px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Safra-Historica_Lucas-Eugenio-1215x683.jpeg" alt="Safra 2025/2026" width="441" height="248" /><figcaption class="wp-caption-text">Goiás projeta 35,8 milhões de toneladas na safra 2025/26 e mantém destaque nacional em soja, milho, girassol e sorgo (Foto: Lucas Eugênio)</figcaption></figure>
<p>O volume coloca o estado no caminho da segunda maior safra de sua série histórica. Após registrar resultados recordes no ciclo 2024/25, Goiás deve manter patamar elevado de produção, sustentado pela ampliação de área em culturas estratégicas e pelo desempenho esperado para as lavouras.</p>
<p>O estado segue entre os principais produtores nacionais, com destaque para soja, milho, girassol e sorgo.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Soja e milho sustentam volume</h2>
<p>Principal cultura do estado, a soja deve ocupar 5,1 milhões de hectares, com crescimento de 4% em relação à safra anterior.</p>
<p>A produção estimada é de 19,8 milhões de toneladas, mantendo a oleaginosa como base da estrutura produtiva goiana e eixo central das cadeias de exportação, processamento industrial e proteína animal.</p>
<p>No milho, a primeira safra apresenta ganho de produtividade e produção. A área plantada soma 149 mil hectares, com expectativa de produção de 1,5 milhão de toneladas.</p>
<p>Considerando o conjunto das safras, o cereal permanece como componente estratégico da integração entre agricultura e pecuária, especialmente como insumo da alimentação de aves, suínos e bovinos confinados, além de atender a indústria de etanol de milho.</p>
<figure style="width: 527px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://agenciacoradenoticias.go.gov.br/wp-content/uploads/2026/02/Safra-Milho_Lucas-Eugenio-1000x450.jpeg" alt="" width="527" height="237" /><figcaption class="wp-caption-text">Produção de milho deve chegar a 1,5 milhão de toneladas (Foto: Lucas Eugênio)</figcaption></figure>
<h2 class="wp-block-heading">Oleaginosas e grãos alternativos avançam</h2>
<p>Goiás também mantém a liderança nacional na produção de girassol. A estimativa é de colheita superior a 72 mil toneladas, com manutenção da área plantada em 47 mil hectares.</p>
<p>A cultura reforça a diversificação agrícola e o fornecimento de matéria-prima para a indústria de óleo vegetal.</p>
<p>O sorgo também amplia sua relevância na safra 2025/26. A área plantada deve alcançar 438,1 mil hectares. A previsão é produzir 1,6 milhão de toneladas, crescimento de 7,3% em relação ao ciclo anterior.</p>
<p>O grão tem papel estratégico no sistema produtivo estadual, sobretudo na alimentação animal e na estabilidade de oferta em regiões de menor regime hídrico.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Consistência</h2>
<p>Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, o desempenho demonstra a consistência da agricultura goiana.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Estamos caminhando para a segunda maior safra da história do estado. Após um ciclo recorde, que trouxe ainda mais destaque às cadeias produtivas goianas, demonstramos agora a capacidade do produtor de manter índices elevados de produção e produtividade no campo. Os números da safra 2025/26 apresentados no levantamento confirmam a capacidade produtiva de Goiás e a solidez das nossas cadeias agrícolas. A combinação entre tecnologia no campo e gestão eficiente fortalece o estado no cenário nacional e amplia a geração de renda no interior”, destaca.</p></blockquote>
<p>Fonte: Pecuária e Abastecimento &#8211; Governo de Goiás.</p>
<div dir="auto">Foto: Agência Cora / Lucas Eugênio.</div>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/goias-caminha-para-a-2a-maior-safra-de-graos-da-historia/">Goiás caminha para a 2ª maior safra de grãos da história</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>De onde vem a riqueza que banca o luxo em Goiânia?</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/de-onde-vem-a-riqueza-que-banca-o-luxo-em-goiania/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2026 21:14:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://caldasnoticias.com.br/?p=15278</guid>

					<description><![CDATA[<p>Contexto que emoldura o fenômeno é econômico, e as estatísticas federais servem de ponto de partida Condomínios de alto padrão</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Contexto que emoldura o fenômeno é econômico, e as estatísticas federais servem de ponto de partida</p>
<p>Condomínios de alto padrão se multiplicam, vitrines de marcas internacionais surgem em shoppings antes inimagináveis, clínicas, restaurantes e concessionárias premium renovam o mapa do consumo em Goiânia.</p>
<p>Mas o brilho das fachadas só faz sentido quando se segue o fluxo do dinheiro, desde a fazenda, a mina ou a fábrica até o balcão da loja de luxo. Este especial reúne dados oficiais e entrevistas com os protagonistas da produção, da logística e do comércio para explicar, com números e vozes, de onde vem o dinheiro que alimenta o mercado sofisticado da capital goiana.</p>
<p>O contexto que emoldura o fenômeno é econômico, e as estatísticas federais servem de ponto de partida. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás alcançou R$ 336,7 bilhões em 2023 [último ano no banco de dados], com crescimento real de 4,8%, acima da média nacional.</p>
<p>Mas o retrato fica mais nítido ao olhar a composição do Valor Adicionado Bruto: serviços representam 61,1%, indústria 22,1% e agropecuária 16,8%. Se os sinais do mercado de alto padrão em Goiânia chamam atenção, os números do IBGE podem ajudar a entender de onde vem esse dinheiro.</p>
<p>Embora o agronegócio seja o grande motor da riqueza goiana, ele respondeu por 16,8% do Valor Adicionado Bruto (VAB) estadual em 2023, mesmo após registrar crescimento expressivo de 15,1% no ano.</p>
<p>Isso significa que, ainda que a agropecuária gere picos relevantes de renda, especialmente em anos de forte desempenho das commodities, o setor de serviços é quem domina estruturalmente a economia: 61,1% do VAB goiano, o equivalente a R$ 184,7 bilhões.</p>
<p>A indústria aparece em segundo lugar, com 22,1% de participação (R$ 66,8 bilhões), sendo a de transformação responsável pela maior fatia interna do setor. Esse dado ajuda a explicar como parte da riqueza gerada no campo é agregada e convertida em valor ao longo das cadeias produtivas.</p>
<p>Outro indicador relevante para compreender o cenário é o avanço das atividades imobiliárias, que já representam 9,8% do valor adicionado estadual e não registram queda desde 2016. O crescimento contínuo do setor sugere que parte da renda gerada na agropecuária, na indústria e nos serviços tem sido direcionada para investimento patrimonial, um dos pilares do mercado de alto padrão.</p>
<p>📊 RAIO-X DO PIB GOIÁS ││ (2023) │<br />
├───────────────────────────────────────────┤<br />
│ 💰 PIB TOTAL: R$ 336,7 bilhões │<br />
│ 📈 Crescimento: +4,8% │<br />
│ 👤 PIB per capita: R$ 47.721 │<br />
├───────────────────────────────────────────┤<br />
│ 📦 Composição do VAB: │<br />
│ 🏢 Serviços: 61,1% │<br />
│ 🏭 Indústria: 22,1% │<br />
│ 🌾 Agropecuária: 16,8% │</p>
<figure style="width: 395px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/10/04130138/plantio-soja-mapa.webp" alt="plantio-soja-Mapa" width="395" height="240" /><figcaption class="wp-caption-text">Soja movimenta a economia goiana | Foto: Mapa</figcaption></figure>
<p><strong>Exportações</strong></p>
<p>Os números de comércio exterior explicam quem está, objetivamente, formando o caixa que depois circula na economia local. Em 2026, o ranking dos produtos exportados por Goiás mostra liderança de itens ligados ao campo e ao subsolo:</p>
<p>Top 10 — Produtos exportados (2026), segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg):</p>
<p>Ferro-ligas — R$ 2,01 bi<br />
Carnes bovinas congeladas — R$ 1,30 bi<br />
Carnes de aves — R$ 925 mi<br />
Ouro bruto — R$ 858 mi<br />
Couros curtidos — R$ 507 mi<br />
Açúcares — R$ 372 mi<br />
Medicamentos — R$ 351 mi<br />
Tortas e resíduos da soja — R$ 318 mi<br />
Máquinas/aparelhos industriais — R$ 283 mi<br />
Minério de cobre — R$ 268 mi<br />
A maior parte do “dinheiro grande” vem da transformação em escala de produtos primários, proteína animal, metais, minerais, e de suas cadeias correlatas. Há industrialização (frigoríficos, siderurgia, curtumes, farmacêuticos), mas a base é primária e concentrada.</p>
<p>Os dados setoriais mostram duas camadas simultâneas. No topo, alguns segmentos concentram bilhões em exportações, como ferro-ligas e alimentos processados entre eles. Na base, há milhares de pequenos e médios estabelecimentos.</p>
<p>A confecção lidera em número de unidades (mais de 5 mil), seguida por fábricas de produtos alimentícios e pequenos metalúrgicos. O resultado: muita capilaridade produtiva e empregos locais, mas a formação de fortunas fica restrita a um núcleo reduzido de cadeias de escala.</p>
<p>Se os dados de exportação mostram onde está o dinheiro grande, o número de estabelecimentos industriais revela onde está a base produtiva. E os dois mapas não coincidem.</p>
<p>A divisão com maior número de empresas em Goiás é a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com mais de 5 mil estabelecimentos. Em seguida vêm fabricação de produtos alimentícios (4.883), manutenção e instalação de máquinas e equipamentos (3.607) e fabricação de produtos de metal (3.432).</p>
<p>À primeira vista, isso sugere uma indústria diversificada e pulverizada. Mas o cruzamento com os valores exportados mostra outra realidade: os setores com maior número de empresas não são necessariamente os que geram maior volume de caixa externo.</p>
<p>Enquanto a confecção lidera em quantidade de estabelecimentos, ela não aparece entre os principais geradores de receita internacional. Já segmentos como metais básicos, agroindústria e mineração, que concentram bilhões em exportações, possuem número proporcionalmente menor de unidades produtivas.</p>
<p>Isso indica uma estrutura industrial com dois níveis distintos: na base, milhares de pequenas e médias empresas atuando em setores tradicionais; no topo, cadeias intensivas em capital, escala e exportação, responsáveis pela maior parte da formação de riqueza.</p>
<p>O contraste ajuda a explicar a dinâmica econômica do estado. A indústria goiana é ampla em termos de presença territorial e número de negócios, mas a geração de grandes margens está concentrada em segmentos estratégicos ligados ao agro, à metalurgia e à extração mineral.</p>
<p>Em outras palavras: há capilaridade produtiva, mas o fluxo bilionário que sustenta investimentos patrimoniais e consumo de alto padrão parte de um núcleo bem mais restrito da estrutura industrial.</p>
<p>┌────────────────────────────────────────────┐<br />
│ 🌍 TOP 10 EXPORTAÇÕES GOIÁS 2026 │<br />
├────────────────────────────────────────────┤<br />
│ 1️⃣ Ferro-ligas R$ 2,0 bi │<br />
│ 2️⃣ Carne bovina congelada R$ 1,29 bi │<br />
│ 3️⃣ Carne de aves R$ 925 mi │<br />
│ 4️⃣ Ouro bruto R$ 858 mi │<br />
│ 5️⃣ Couro curtido R$ 507 mi │<br />
│ 6️⃣ Açúcar R$ 372 mi │<br />
│ 7️⃣ Medicamentos R$ 351 mi │<br />
│ 8️⃣ Derivados da soja R$ 318 mi │<br />
│ 9️⃣ Máquinas industriais R$ 283 mi │<br />
│ 🔟 Minério de cobre R$ 268 mi │</p>
<figure style="width: 381px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/05/SGG-INDUSTRIA-GOIANA-MAIOR-CRESCIMETNO-ANUAL-EM-13-ANOS.jpeg" alt="" width="381" height="254" /><figcaption class="wp-caption-text">Trabalhador em montadora de carro | Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><strong>Força do agro e base estrutural</strong></p>
<p>Para o superintendente do IBGE em Goiás, Edson Vieira, o crescimento do PIB de Goiás em 2023 foi resultado de uma combinação entre fatores estruturais e conjunturais. Questionado se a expansão foi estrutural ou impulsionada por fatores pontuais, especialmente o desempenho do agronegócio, ele respondeu de forma direta.</p>
<blockquote><p>“As duas coisas. O setor agropecuário cresceu bastante em 2023. Até aquele momento, foi o ano de maior produção agrícola da história de Goiás. Então, esse setor foi fundamental para explicar o crescimento da economia goiana naquele ano. Mas claro que não foi só ele.”</p></blockquote>
<p>Segundo o superintendente, embora a agropecuária tenha sido o setor com maior variação positiva entre agro, indústria e serviços em 2023, o crescimento não pode ser atribuído exclusivamente ao campo. Apesar da alta expressiva, a agropecuária caiu em participação relativa no PIB estadual no mesmo ano, o que levantou a hipótese de diversificação produtiva. Edson pondera.</p>
<blockquote><p>“É muito complicado apontar uma tendência apenas com base nesse resultado de 2023. Se olharmos os anos anteriores, o setor agropecuário vinha ganhando participação.” Ele lembra que, mesmo com a redução naquele ano específico, Goiás mantém um peso do agro muito acima da média nacional.</p>
<p>“Em 2023, a agropecuária representou cerca de 8% do PIB nacional. Em Goiás, mesmo com a queda, ficou em torno de 17%. Ou seja, é mais que o dobro da participação nacional.” Para o superintendente, o dado indica que há um movimento de maior equilíbrio entre os setores, mas não necessariamente uma mudança estrutural consolidada.</p></blockquote>
<p>Outro ponto que chama atenção é o peso do setor de serviços, responsável por mais de 60% VAB em Goiás. Edson afirma que isso é característico de economias mais modernas. “Todas as economias modernas têm o setor de serviços como principal. Isso acontece tanto no Brasil quanto em Goiás.”</p>
<p>Ele explica que o setor é amplo e inclui desde atividades menos complexas até serviços intensivos em tecnologia. “O setor de serviços envolve desde um cabeleireiro, um serviço de entrega de comida, transporte por aplicativo, até serviços modernos ligados à tecnologia da informação. Não é só uma questão de urbanização, é uma característica de economias mais desenvolvidas.”</p>
<p>Segundo ele, o processo de urbanização continua, mas em ritmo mais lento do que nas décadas de 1950, 1960 e 1970. A indústria de transformação, por sua vez, tem forte conexão com o setor agropecuário no estado. Edson destaca o peso da indústria de alimentos e bebidas como elemento-chave.</p>
<blockquote><p>“A nossa indústria tem um peso muito significativo da produção de alimentos e bebidas. Isso se dá justamente pela integração da agropecuária com a atividade industrial.” Ele explica que o recorde de produção agrícola em 2023 ampliou a oferta de matéria-prima, impulsionando a produção nas indústrias.</p>
<p>“Houve mais bens e serviços a serem processados. Isso ajuda a explicar o crescimento industrial de quase 4% naquele ano.” Nos últimos anos, o mercado imobiliário goiano, especialmente em Goiânia, tem registrado crescimento contínuo.</p></blockquote>
<p>Questionado se os dados permitem afirmar que a riqueza gerada no interior converge para a capital por meio do setor imobiliário, Edson é cauteloso. “Os dados por si só não permitem estabelecer essa conclusão de forma direta.”</p>
<p>Ainda assim, ele reconhece indícios de conexão entre a dinâmica agropecuária e o setor imobiliário. “A gente tem indícios de que uma boa parte da renda gerada na agropecuária converge para o setor imobiliário, especialmente na construção de imóveis, inclusive de alto padrão.”</p>
<p>O desempenho diferenciado da economia goiana ao longo das últimas duas décadas reforça essa interpretação. “De 2002 a 2023, em termos nominais, a economia goiana cresceu 85,5%, enquanto o crescimento nacional foi de 58,2%. Uma boa parte dessa dinâmica diferenciada é explicada pelo comportamento do setor agropecuário.”</p>
<p>Como a participação do agro no estado é maior que no país como um todo, seus ciclos positivos impactam com mais intensidade a economia local. “Quando o setor agropecuário cresce, ele gera um impacto maior sobre a economia goiana do que sobre a economia nacional. E isso tem relação, sim, com o crescimento do setor imobiliário no estado.”</p>
<figure style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/02/14000049/1771014622-edson-vieira-ibge-superintendente-goias.webp" alt="" width="336" height="223" /><figcaption class="wp-caption-text">“Os dados por si só não permitem estabelecer essa conclusão de forma direta”, defende Vieira</figcaption></figure>
<p><strong>O termômetro logístico</strong></p>
<p>A infraestrutura que faz o encadeamento funcionar tem nome e endereço. No Porto Seco Centro-Oeste (PSCO), a operação concentra cargas de alto valor agregado que abastecem indústrias e mercados consumidores.</p>
<p>A avaliação é do diretor de operações do terminal alfandegado, Everaldo Fiatkoski, em entrevista ao Jornal Opção. Segundo ele, os dois segmentos que mais se destacam em valor financeiro são o farmacêutico e o automotivo.</p>
<blockquote><p>“A carga que tem mais valor agregado aqui é a carga farmacêutica. É um mix de produto acabado, que vai direto para farmácia ou hospital, e de insumo farmacêutico, que serve de base para a produção de medicamentos aqui no estado. Nos dois casos, é um produto de alto valor agregado e com tecnologia embarcada”, afirma.</p></blockquote>
<p>Além da importação de medicamentos prontos, o Porto Seco recebe sais e insumos que abastecem indústrias instaladas em Goiás. “Esses insumos servem de base para a produção e agregação de valor nas indústrias locais. Isso traz tecnologia e fortalece o parque industrial do estado”, destaca.</p>
<p>O segundo grande eixo é o setor automobilístico. Fiatkoski explica que duas montadoras concentram grande parte desse fluxo: CAOA Montadora e Mitsubishi Motors, ambas com operações em Goiás.</p>
<blockquote><p>“São peças importadas e nacionais que são juntadas aqui para virar o carro. São cargas de grande volume e de alto valor agregado. E como são peças maiores, ocupam mais espaço e chamam atenção na movimentação física”, diz.</p></blockquote>
<p>Ele observa que tanto medicamentos quanto veículos refletem um aumento do valor unitário dos produtos consumidos no país.</p>
<blockquote><p>“Antigamente você pagava R$ 3 em um remédio para pressão. Hoje paga R$ 50 em um medicamento mais tecnológico. Tem caneta de emagrecimento que custa R$ 1 mil, R$ 2,5 mil. O mesmo acontece com veículos. O carro mais simples já custa R$ 80 mil ou R$ 90 mil”, exemplifica.</p></blockquote>
<p>Embora o terminal movimente diferentes tipos de carga, de produtos químicos a itens de limpeza e alimentos, o diretor afirma que o perfil predominante está ligado a insumos industriais e bens de consumo com maior valor agregado.</p>
<blockquote><p>“Passa de tudo aqui. Mas o que tem maior significância, tanto pela escala quanto pela constância, são fármacos e produtos automotivos”, resume. Para Fiatkoski, o crescimento das importações também está relacionado à diversificação do consumo em Goiás. Ele cita o setor de materiais de construção como exemplo.</p>
<p>“Hoje o consumidor busca produto diferenciado e não se importa em pagar mais por qualidade. Piso vinílico, mármore, acabamento especial. Se lá fora estiver mais barato ou melhor, o empresário importa. Ele assume o risco para ter um produto diferenciado e com maior margem”, explica.</p></blockquote>
<figure style="width: 407px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/03/porto-seco-centro-oeste.png" alt="" width="407" height="228" /><figcaption class="wp-caption-text">Porto Seco de Anápolis | Foto: Divulgação</figcaption></figure>
<p><strong>Interior conectado</strong></p>
<p>O perfil dos usuários do Porto Seco é distribuído por todo o estado. “Temos clientes em Porangatu, Rio Verde, Itumbiara. Claro que o maior volume está no eixo Anápolis-Goiânia-Aparecida, mas a atuação é estadual”, afirma.</p>
<p>Segundo o diretor, a estrutura logística é decisiva para viabilizar essa dinâmica. Goiás conta com ligação rodoviária duplicada até os portos do Sudeste e conexão ferroviária via Norte-Sul e malha da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).</p>
<blockquote><p>“O fato de o empresário estar próximo da sua carga permite mais agilidade, controle e até postergação de tributos. Isso reduz custo e risco. A infraestrutura aproxima os mercados pela diminuição de despesas logísticas”, avalia.</p></blockquote>
<p>Para o diretor, o fluxo logístico do Porto Seco ajuda a explicar a circulação de grandes volumes de capital na Região Metropolitana. “A logística permite que empresários tragam produtos de maior valor agregado, aumentem suas margens e atendam um consumidor mais exigente. Isso impacta diretamente na geração de renda e na movimentação financeira do estado”, afirma.</p>
<p>Ele destaca ainda que a existência de zona alfandegada em Goiás contribuiu para o crescimento das importações estaduais. “Os números mostram que o Porto Seco foi um dos responsáveis pelo crescimento significativo das importações em Goiás. Empresas preferem operar aqui porque evitam gargalos dos grandes portos e têm benefícios fiscais estaduais”, pontua.</p>
<p>Sem o terminal, segundo ele, a integração com o comércio internacional seria mais limitada. “O Porto Seco aproxima Goiás dos mercados nacional e internacional. Ele cria competitividade e ajuda a fixar empresas aqui”, diz.</p>
<p>Fiatkoski ressalta, porém, que o cenário futuro depende de estabilidade regulatória. “Existe preocupação com possíveis impactos da reforma tributária sobre a industrialização no estado. A previsibilidade é fundamental para manter essa dinâmica”, conclui.</p>
<figure style="width: 336px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/07/04190001/img_2091-scaled.webp" alt="IMG_2091" width="336" height="224" /><figcaption class="wp-caption-text">Everaldo Fiatkoski: “Porto Seco recebe e despacha contêineres com os mais diversos produtos” l Foto: Guilherme Alves</figcaption></figure>
<p><strong>Da rodovia para os galpões e os condomínios</strong></p>
<p>A operação logística tem efeito territorial. Em Hidrolândia, a geografia e a malha viária transformaram a cidade num polo de distribuição. A apenas 26 quilômetros da capital, a cidade deixou de ser vista como cidade periférica da Região Metropolitana para se consolidar como um dos principais polos logísticos de Goiás.</p>
<p>Para o prefeito José Délio Júnior (UB), a explicação começa pela geografia, e termina na transformação econômica do município.</p>
<blockquote><p>“Hidrolândia tem a melhor posição geográfica do estado, logisticamente falando”, afirma o prefeito ao Jornal Opção.</p></blockquote>
<p>Segundo ele, a cidade é a única localizada no sentido Sul da capital com acesso direto e privilegiado à BR-153, em pista dupla por 27 quilômetros. “Estamos no eixo de São Paulo, do Sudeste, que é onde está o desenvolvimento do país. Chegamos a Brasília pela BR sem cortar Goiânia, vamos para Belém também sem precisar passar pelo trânsito da capital. Não precisamos atravessar ruas estreitas para escoar produção”, destaca.</p>
<p>Além da BR-153, o prefeito cita o Anel Sul Metropolitano, projeto que interliga Hidrolândia, Bela Vista, Goiânia e Guapó, e a expectativa do futuro anel viário federal. “Vamos interligar cinco rodovias que saem de Goiânia no sentido Sul e Sudeste, tudo passando por Hidrolândia. As empresas viram essa localização privilegiada e começaram a instalar suas operações.”</p>
<p>A cidade abriga centros de distribuição de grandes empresas nacionais e internacionais. Segundo o prefeito, estão instaladas no município companhias como Shoppe, Amazon, Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, RD Drogasil, Martins, Pague Menos e Casa do Pica-Pau, entre outras.</p>
<blockquote><p>“São as maiores players do país. Hoje geram quase 4 mil empregos diretos no município”, afirma. O fluxo de operações é intenso. “São centenas de caminhões por dia. Trabalhamos em dois turnos: descarrega no período diurno e carrega à noite. É um negócio extraordinário.”</p></blockquote>
<p>O perfil predominante é de investidor especializado no setor logístico, com grandes galpões destinados a centros de distribuição.</p>
<blockquote><p>“Hoje os shoppings são virtuais. A compra é feita pela internet, então precisa ter um ponto estratégico para que a mercadoria chegue com mais rapidez na casa do consumidor final”, explica.</p></blockquote>
<figure style="width: 396px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/05/HIDROLANDIA-1-1024x567-1.jpeg" alt="" width="396" height="219" /><figcaption class="wp-caption-text">Centro de Distribuição em Hidrolândia | Foto: Reprodução</figcaption></figure>
<p><strong>Crescimento populacional e novos condomínios</strong></p>
<p>A consolidação logística impactou diretamente o crescimento demográfico. “Peguei um município com 19 mil habitantes. Hoje o próprio IBGE aponta mais de 30 mil. É um dos municípios que mais crescem no estado. Chega gente todo dia porque aqui tem emprego”, afirma.</p>
<p>Metade dos trabalhadores que atuam no polo vem de Goiânia e Aparecida, segundo o prefeito. “Hidrolândia sozinha não consegue ofertar toda essa mão de obra.”</p>
<p>Além dos centros de distribuição, o município vive expansão imobiliária de alto padrão. “Hoje temos 21 condomínios fechados. Muita gente da classe média alta para cima já reside aqui. A pessoa quer tranquilidade, quer sair do apartamento apertado e morar em um lote maior, numa casa com jardim.”</p>
<p>A proximidade com a capital é um diferencial. “Tem condomínio que eu saio da prefeitura de Hidrolândia e chego à Assembleia Legislativa sem pegar um semáforo. É trânsito rápido.” Questionado sobre o quanto a logística instalada na cidade ajuda a explicar a circulação de riqueza na capital, inclusive no setor imobiliário de alto padrão, o prefeito afirma que há contribuição direta.</p>
<figure style="width: 355px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/05/IMG_2783-scaled.jpg" alt="" width="355" height="237" /><figcaption class="wp-caption-text">Presidente da AGM Zé Délio Jr | Foto: Guilherme Alves/Jornal Opção</figcaption></figure>
<blockquote><p>“O município contribui muito com Goiânia. Primeiro porque os empregos são gerados lá e muitos trabalhadores vêm da capital. Segundo porque muita gente mora em Hidrolândia e trabalha em Goiânia. É qualidade de vida.” Ele resume o fenômeno em uma frase: “Você mora no interior, mas dentro de Goiânia.”</p></blockquote>
<p>────────────────────────────────────────────┐<br />
│ 🔄 COMO A RIQUEZA CIRCULA │<br />
├────────────────────────────────────────────┤<br />
│ 🌾 Campo &amp; Mineração │<br />
│ ↓ │<br />
│ 🏭 Indústria (valor agregado) │<br />
│ ↓ │<br />
│ 🚛 Logística (Porto Seco + Polos) │<br />
│ ↓ │<br />
│ 💼 Serviços &amp; Comércio │<br />
│ ↓ │<br />
│ 🏙 Mercado Imobiliário &amp; Consumo Premium │<br />
└────────────────────────────────────────────┘</p>
<p><strong>Varejo e os serviços</strong></p>
<p>Na ponta consumidora, o diagnóstico das entidades comerciais confirma o fenômeno. O comércio e o setor de serviços de Goiânia vêm registrando crescimento consistente nos últimos anos, com destaque para segmentos ligados ao consumo de alto padrão.</p>
<p>A avaliação é do presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg), Rubens Fileti, em entrevista ao Jornal Opção. Segundo ele, embora o comércio em geral tenha avançado, alguns nichos se destacam pela expansão acelerada.</p>
<blockquote><p>“O que mais chega para nós, inclusive com demanda por crédito e apoio institucional, é o mercado imobiliário, principalmente de alto padrão”, afirma. Além da construção e incorporação imobiliária, outros segmentos têm acompanhado esse movimento.</p>
<p>“Veículos premium, gastronomia mais autoral e focada no internacional, clínicas especializadas, planos de saúde de alto padrão e o setor de estética vêm crescendo muito. Goiânia tem se destacado como referência nacional na área estética”, destaca.</p></blockquote>
<p>Fileti cita, inclusive, a expansão internacional de empresas goianas do setor. “Estive há duas semanas em Miami para o lançamento de uma clínica goiana que está sendo instalada lá. Ou seja, empresas daqui estão levando esse know-how para fora do país.”</p>
<p>A expansão do consumo sofisticado também alcança o setor educacional. “A educação privada está muito forte. Instituições como Alfa, IPOG, Fundação Dom Cabral, Fundação Getúlio Vargas e IBGC estão investindo cada vez mais em Goiás”, afirma.</p>
<p>No varejo de vestuário, a capital passou a receber marcas internacionais antes restritas a grandes centros. “A gente nunca imaginaria que Goiânia teria exclusividade de algumas marcas globais. Antes o consumidor precisava viajar para os Estados Unidos ou Europa para comprar determinados produtos. Agora, as marcas estudaram o nosso mercado e decidiram investir porque há consumo suficiente aqui.”</p>
<p>Segundo o presidente da Acieg, os setores imobiliário, automotivo premium, saúde privada, gastronomia e vestuário de alto padrão são hoje os principais beneficiados pela expansão desse mercado. Para além do agronegócio, tradicional protagonista da economia goiana, Fileti aponta outros segmentos que vêm sustentando o consumo sofisticado na capital.</p>
<blockquote><p>“A indústria de transformação é muito forte, especialmente alimentos processados, frigoríficos, farmacêutica e química. A logística e distribuição também têm papel relevante. A construção civil, o atacado distribuidor, tecnologia e serviços empresariais ajudam a alimentar esse ciclo.”</p></blockquote>
<p>Ele avalia que o empresariado goiano tradicional passou por uma transformação nos últimos anos. “É um grupo tradicional, mas que vem mudando o padrão de consumo e investimento, principalmente no pós-pandemia. A partir de 2021, houve uma guinada significativa.”</p>
<p>O mercado automotivo de alto padrão é outro termômetro dessa mudança. “Hoje você vê veículos acima de R$ 800 mil circulando com muito mais frequência. Modelos que antes eram raros passaram a ser comuns em regiões como o Marista”, diz.</p>
<figure style="width: 450px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/02/14060007/1771016844-rubens-fileti-acieg-scaled.webp" alt="rubens-fileti-acieg" width="450" height="300" /><figcaption class="wp-caption-text">“A gente nunca imaginaria que Goiânia teria exclusividade de algumas marcas globais”, diz Rubens Fileti</figcaption></figure>
<p>Ele observa que há maior concentração de faturamento nos segmentos voltados ao público de alta renda. “O ticket médio das compras de alto padrão está centralizado em empresários já consolidados, com histórico de investimento no estado.”</p>
<p>Fileti ressalta que fatores externos também contribuíram para esse movimento. “Mudanças nas rotas de exportação, tarifações internacionais e reconfigurações econômicas acabaram fortalecendo o consumo interno aqui na região.”</p>
<p>Na avaliação do presidente da Acieg, Goiânia se consolidou como o principal polo de consumo da riqueza produzida em Goiás. “Goiânia é o espelho mais visível da riqueza gerada no estado. Mesmo com cidades economicamente fortes como Anápolis, Rio Verde, Itumbiara e Catalão, a capital concentra empresários, centros de serviços e grandes condomínios. Virou a âncora do mercado de luxo em Goiás.”</p>
<p>Ele argumenta que a maturidade econômica do estado permitiu que a renda deixasse de se concentrar apenas na produção primária.</p>
<blockquote><p>“A renda gerada pelo agro, pela indústria e pela logística está sendo transformada em consumo, investimento e serviços na capital. Antes parte desse consumo saía do estado. Hoje ele fica aqui.”</p></blockquote>
<p>Outro traço da nova dinâmica é o perfil do empresário goiano, cada vez mais diversificado. “Muitos empresários se tornaram multissetoriais. Um médico investe em startups, em agro, em imóveis. Um industrial também diversifica seus negócios. Eles não colocam os ovos em uma cesta só.”</p>
<p>Essa diversificação, segundo Fileti, alimenta outros setores, como educação e tecnologia. “Ele precisa buscar mais conhecimento, qualificação, gestão. A roda está girando. A economia está amadurecendo e isso fortalece o estado como um todo”, conclui.</p>
<p>┌────────────────────────────────────────────┐<br />
│ 💎 QUEM MOVIMENTA O ALTO PADRÃO │<br />
├────────────────────────────────────────────┤<br />
│ 🏗 Mercado imobiliário de luxo │<br />
│ 🚗 Veículos premium │<br />
│ 🏥 Saúde privada &amp; estética │<br />
│ 🍷 Gastronomia internacional │<br />
│ 🎓 Educação executiva │<br />
│ 💼 Investimento multissetorial │<br />
└────────────────────────────────────────────┘</p>
<p><strong>Distritos industriais</strong></p>
<p>A base da riqueza industrial de Goiás continua ancorada no agronegócio, mas não apenas na exportação de commodities brutas. O presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego),<br />
Francisco Júnior, afirma que os distritos industriais administrados pela companhia vivem um momento de transição.</p>
<p>O agro permanece dominante, mas cresce a busca por maior agregação de valor e diversificação tecnológica. “Primeiro, podemos colocar três setores bem interessantes. O principal é a cadeia do agro. Mas não só a commodity. É quando você agrega valor a isso”, afirmou ao Jornal Opção.</p>
<p>Segundo ele, a indústria de ração animal é um exemplo claro dessa verticalização. “Você tem todos os insumos, toda essa cadeia movimentando bastante os distritos. Temos muitas empresas nessa área.”</p>
<p>Outro setor destacado por Francisco Júnior é a indústria farmoquímica. “Nós temos uma indústria forte em Goiás de medicamentos, cosméticos. Essa área de cosméticos tem crescido muito. É uma indústria mais refinada, que envolve mais tecnologia e paga salários mais altos”, afirmou.</p>
<p>Ele destaca que o setor contribui não apenas para faturamento, mas para qualificação da mão de obra: “É uma indústria que desenvolve muito em vários aspectos.” A mineração também ocupa posição estratégica nos distritos industriais.</p>
<blockquote><p>“Tem uma expectativa muito grande com as terras raras. Além disso, temos mineração tradicional, calcário, que é muito importante para a cadeia do agro.” Segundo o presidente da Codego, a exploração mineral tem impacto econômico imediato e relevante.</p>
<p>“São indústrias que têm, numa primeira vista, um movimento da economia muito significativo.” Francisco Júnior afirma que Goiás começa a ganhar relevância também na área tecnológica, tanto na produção industrial quanto no desenvolvimento de soluções digitais.</p>
<p>“Tanto a parte de produção quanto o desenvolvimento de tecnologia mesmo, de inteligência artificial. Estamos preparando um fórum de biotecnologia em Goiás.” Ele menciona o caso de uma empresa instalada em Caldas Novas que desenvolve tecnologia de automação para grandes máquinas agrícolas, com atuação internacional.</p></blockquote>
<p>“Ela é líder nos Estados Unidos e já atua na Europa. Às vezes, nem sabemos que temos esse nível de tecnologia aqui.” Para o presidente da Codego, a agregação de tecnologia é o caminho para reduzir vulnerabilidades estruturais.</p>
<p>“Muito melhor do que exportar soja é exportar óleo de soja ou produtos feitos a partir dela. Precisamos aprimorar essa cadeia.” Questionado sobre o peso da logística como diferencial competitivo, Francisco Júnior relativiza.</p>
<blockquote><p>“A logística é muito importante. Estamos a mil quilômetros de praticamente 80% do Brasil. Mas os programas de incentivo fiscal foram fundamentais.” Ele demonstra preocupação com a reforma tributária. “Ela é um desafio muito grande. Muda a forma de pensar.”</p></blockquote>
<p>Segundo ele, para setores como o farmacêutico, que trabalham com alto valor agregado e baixo volume, a proximidade dos grandes centros consumidores é decisiva. “Se perdermos competitividade fiscal, essas empresas podem querer ficar mais próximas do grande mercado consumidor. Temos apenas 3% da população brasileira.”</p>
<figure style="width: 333px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2024/12/IMG_0092-2-scaled.jpeg" alt="" width="333" height="222" /><figcaption class="wp-caption-text">DAIA, em Anápolis, é um dos distritos administrados pela Codego | Foto: Guilherme Alves/ Jornal Opção</figcaption></figure>
<p><strong>O dinheiro do interior vai para Goiânia?</strong></p>
<p>Ao ser questionado se a riqueza gerada nos distritos industriais do interior se converte em investimentos de alto padrão em Goiânia, Francisco Júnior respondeu com cautela, mas reconheceu a tendência.</p>
<blockquote><p>“Não tenho dados concretos, mas o sentimento é que sim.” Ele aponta o mercado imobiliário da capital como exemplo. “O empresário não compra só para morar. Ele investe. Goiânia virou um mercado de investimento.”</p></blockquote>
<p>Francisco Júnior também ressalta que Goiânia recebe capital não apenas do interior do estado, mas de estados vizinhos. “Captamos investimento do Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul. E tem a questão da segurança pública, que ajuda a criar esse ambiente.”</p>
<p>Segundo ele, empresários com negócios fora de Goiás têm escolhido a capital como base residencial. “Tem investidores que mantêm negócios em São Paulo, no Rio, até fora do Brasil, mas querem ter a família em Goiânia pela qualidade de vida.”</p>
<p>O presidente da Codego também cita o boom imobiliário como reflexo direto da geração de renda industrial e agroindustrial. “A construção civil virou um boom. Temos grandes empresas com capacitação financeira muito forte.”</p>
<p>Segundo ele, a valorização do metro quadrado em Goiânia e cidades como Rio Verde e Catalão mostra como o capital circula dentro do próprio estado. Francisco Júnior define o momento econômico goiano como uma fase de transição.</p>
<blockquote><p>“O agro é muito importante, mas hoje já existe entendimento de que precisamos agregar valor. E isso passa pela tecnologia.” Para ele, a reforma tributária impõe desafios, mas a saída está na eficiência produtiva. “Precisamos produzir mais e melhor com menos investimento. Isso é fruto da tecnologia.”</p></blockquote>
<figure style="width: 354px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2025/04/Francisco-Junior-620-por-350-no-Daia-em-2-de-abril-de-2025.jpeg" alt="" width="354" height="200" /><figcaption class="wp-caption-text">Francisco Júnior, presidente da Codego: operando pela ampliação do Daia | Foto: Leandro Vieira</figcaption></figure>
<p>🚛 INFRAESTRUTURA QUE GERA CAIXA │<br />
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│ 📍 Porto Seco de Anápolis │<br />
│ • Farmacêutica │<br />
│ • Peças automotivas │<br />
│ │<br />
│ 📍 Hidrolândia │<br />
│ • 4 mil empregos diretos │<br />
│ • 21 condomínios fechados │<br />
│ • Eixo BR-153 │<br />
│ │<br />
│ 📍 Distritos da Codego │<br />
│ • Agroindustrial │<br />
│ • Farmoquímica │<br />
│ • Mineração │</p>
<p>Uma parcela significativa do excedente gerado pelo agro, pela mineração e por cadeias industriais é capitalizada e direcionada para ativos urbanos na Região Metropolitana, com imóveis, serviços especializados, saúde privada e consumo premium.</p>
<p>Há evidências indiretas que sustentam essa leitura: crescimento constante do setor imobiliário, sem queda desde 2016, segundo o IBGE, subida do preço do metro quadrado em municípios que se articulam logisticamente com a capital e a observação empírica do aumento de consumo de itens de luxo na capital.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.<br />
Foto: Jornal Opção / Mapa.</p>
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