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	<title>Arquivos Agronegócio - Caldas Notícias</title>
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	<description>Contra fatos não há argumentos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2026 17:27:29 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Agronegócio - Caldas Notícias</title>
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	<item>
		<title>Carne cultivada em laboratório ganha espaço e desafia modelo tradicional da pecuária</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/carne-cultivada-em-laboratorio-ganha-espaco-e-desafia-modelo-tradicional-da-pecuaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 17:27:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A carne cultivada em laboratório, também conhecida como cultured meat ou identificada por termos como “carne cultivada em células”, já</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A carne cultivada em laboratório, também conhecida como cultured meat ou identificada por termos como “carne cultivada em células”, já é uma realidade em mercados onde sua produção e comercialização são regulamentadas. A tecnologia surge como uma alternativa ao modelo tradicional de produção de proteína animal e vem provocando debates entre consumidores, produtores e especialistas.</p>
<p>Produzida a partir da multiplicação de células animais em biorreatores, a carne cultivada busca reproduzir características da proteína convencional, como sabor, textura e composição, sem a necessidade de criação e abate de animais.</p>
<p>Entre os principais argumentos dos defensores da tecnologia estão a possibilidade de reduzir os impactos ambientais da pecuária e evitar o abate de animais. Por outro lado, a novidade ainda enfrenta desafios, como os altos custos de produção, a necessidade de ampliar a escala industrial e a resistência de parte dos consumidores.</p>
<p>Com a chegada dessa nova categoria ao mercado, a atenção aos rótulos também se torna importante. Os consumidores devem observar as informações presentes nas embalagens para identificar a origem e o método de produção do alimento.</p>
<p>Enquanto empresas do setor investem em novas tecnologias para reduzir os custos e tornar a carne cultivada mais acessível, o mercado tradicional da pecuária acompanha de perto o avanço de uma inovação que pode transformar a forma como a proteína animal é produzida e consumida.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Goiás plantou mais e produziu menos: o que explica a queda de 11,4% na safra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2026 20:06:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estado ampliou a área cultivada em 378,4 mil hectares, mas a produtividade média recuou 766 quilos por hectare; resultado foi</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estado ampliou a área cultivada em 378,4 mil hectares, mas a produtividade média recuou 766 quilos por hectare; resultado foi uma redução de 4,24 milhões de toneladas na safra 2025/26</p>
<p>Goiás aumentou em 5% a área destinada ao cultivo de grãos, mas deve terminar a safra 2025/26 com uma produção 11,4% menor.  O aparente paradoxo tem uma explicação central: a forte queda da produtividade agrícola, que anulou o efeito da expansão das lavouras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os números fazem parte do 11º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 13 de agosto de 2026.</p>
<p class="isSelectedEnd">A área cultivada em Goiás passou de 7,59 milhões para 7,97 milhões de hectares, um acréscimo de aproximadamente 378,4 mil hectares. Mesmo assim, a produção estadual caiu de 37,36 milhões para 33,12 milhões de toneladas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A diferença representa uma redução física de 4,24 milhões de toneladas de grãos entre as duas safras.</p>
<h2>Os principais números da safra de Goiás</h2>
<div class="table-is-responsive">
<table>
<tbody>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Safra 2024/25</th>
<th>Safra 2025/26</th>
<th>Variação</th>
</tr>
<tr>
<td><strong>Área cultivada</strong></td>
<td>7,593 milhões de hectares</td>
<td>7,971 milhões de hectares</td>
<td><strong>+5%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Produtividade média</strong></td>
<td>4.921 kg por hectare</td>
<td>4.155 kg por hectare</td>
<td><strong>-15,6%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Produção de grãos</strong></td>
<td>37,363 milhões de toneladas</td>
<td>33,122 milhões de toneladas</td>
<td><strong>-11,4%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p class="isSelectedEnd">A produtividade média estadual recuou 766 quilos por hectare. Essa é a diferença entre os 4.921 quilos por hectare registrados na safra anterior e os 4.155 quilos por hectare estimados para o atual ciclo.</p>
<div class="google-anno-skip google-anno-sc" tabindex="0" role="link" aria-label="Material de referência geográfica" data-google-vignette="false" data-google-interstitial="false">
<p class="isSelectedEnd">Isso não significa que todos os produtores goianos perderam exatamente 766 quilos em cada hectare. O indicador representa uma média estadual agregada, formada por diferentes culturas, regiões, condições de solo, períodos de plantio e níveis tecnológicos.</p>
<h2>Queda da produtividade foi três vezes maior que expansão da área</h2>
<p class="isSelectedEnd">A comparação dos percentuais ajuda a compreender o resultado. Enquanto a área cultivada cresceu 5%, a produtividade média caiu 15,6%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em termos proporcionais, a queda percentual da produtividade foi pouco mais de três vezes superior à expansão percentual da área.</p>
<p class="isSelectedEnd">A matemática da produção agrícola pode ser resumida pela relação entre área cultivada e produtividade. Quando a área aumenta, mas o rendimento médio por hectare cai em intensidade muito maior, a produção total diminui.</p>
<p class="isSelectedEnd">Aplicando os percentuais estimados para Goiás:</p>
<p class="isSelectedEnd">1,05 × 0,844 = 0,886</p>
<p class="isSelectedEnd">O crescimento de 5% da área, multiplicado por uma produtividade equivalente a 84,4% da anterior, resulta em uma produção próxima de 88,6% do volume obtido na safra passada. Isso corresponde justamente à redução aproximada de 11,4% apontada pela Conab.</p>
<p class="isSelectedEnd">Portanto, Goiás não produziu menos por falta de expansão agrícola. O estado produziu menos porque o rendimento das lavouras não acompanhou o crescimento territorial do cultivo.</p>
<h2>Clima atingiu fases decisivas das lavouras</h2>
<p class="isSelectedEnd">Os dados da Conab indicam que as condições climáticas adversas tiveram papel importante no desempenho de culturas relevantes para Goiás, especialmente o milho segunda safra e o sorgo.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso do milho, a Companhia relata que parte das lavouras enfrentou dificuldades durante as fases de florescimento e enchimento dos grãos, períodos determinantes para a definição da produtividade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os fatores mencionados estão:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Semeadura realizada fora da janela considerada ideal;</li>
<li>Atraso no ciclo da soja, que postergou o plantio do milho;</li>
<li>Falta de chuvas em fases críticas;</li>
<li>Redução do potencial produtivo das lavouras plantadas mais tarde;</li>
<li>Umidade elevada dos grãos durante parte da colheita.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">A combinação entre atraso no plantio e irregularidade das chuvas aumentou a exposição das lavouras ao risco climático. Áreas semeadas mais tarde chegaram às etapas de maior necessidade hídrica quando a disponibilidade de água já era menor.</p>
<h2>Milho segunda safra enfrentou atraso na colheita</h2>
<p class="isSelectedEnd">A colheita do <strong>milho segunda safra</strong> também avançou de maneira mais lenta em algumas regiões do estado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Conab, a ocorrência de <strong>temperaturas mais baixas e chuvas durante julho</strong> dificultou a redução da umidade dos grãos. No sudoeste goiano, uma das principais regiões produtoras do estado, aproximadamente <strong>40% da área havia sido colhida até o final daquele mês</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">A demora na retirada do milho das lavouras não explica sozinha a queda da produção estadual, mas evidencia a sequência de dificuldades enfrentadas ao longo do ciclo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O atraso também pode aumentar a pressão sobre a logística das propriedades, o transporte, a secagem e a armazenagem dos grãos.</p>
<h2>Armazéns chegaram ao limite em algumas localidades</h2>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo com a redução da produção estadual em relação à safra anterior, a Conab identificou unidades armazenadoras operando em sua capacidade máxima em algumas regiões de Goiás.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Companhia também registrou a utilização de silos-bolsa como alternativa temporária para o armazenamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Não existe contradição entre uma produção estadual menor e armazéns localmente cheios. A capacidade de armazenagem depende da concentração regional da colheita, do ritmo de comercialização, da existência de estoques anteriores e da velocidade de retirada dos produtos das unidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Assim, uma redução no volume total do estado pode ocorrer ao mesmo tempo em que determinadas regiões enfrentam gargalos logísticos e falta de espaço para receber novos grãos.</p>
<h2>Sorgo também sofreu com a falta de chuva</h2>
<p class="isSelectedEnd">O <strong>sorgo</strong>, cultura na qual Goiás possui participação relevante, também foi afetado pelas condições climáticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Conab, a estiagem atingiu lavouras durante períodos críticos de desenvolvimento. Até julho, mais de <strong>40% da área de sorgo havia sido colhida</strong>, com produtividade parcial estimada em <strong>3.065 quilos por hectare</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">No levantamento anterior, a estimativa era de <strong>3.121 quilos por hectare</strong>. A revisão para baixo reforça o impacto das condições climáticas sobre o rendimento das lavouras.</p>
<p class="isSelectedEnd">Embora milho e sorgo ajudem a explicar o resultado, não é correto atribuir toda a redução de <strong>4,24 milhões de toneladas</strong> a uma única cultura ou apenas ao clima. O total estadual reúne diversos produtos e também pode ser influenciado por mudanças na composição das áreas cultivadas.</p>
<h2>Goiás teve o pior resultado do Centro-Oeste</h2>
<p class="isSelectedEnd">A comparação regional torna o desempenho goiano ainda mais relevante. Entre as unidades do <strong>Centro-Oeste</strong>, Goiás foi a única com redução na produção total de grãos na comparação entre as safras.</p>
<p class="isSelectedEnd">As estimativas da Conab apontam:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Mato Grosso: crescimento de 2,3%;</li>
<li>Mato Grosso do Sul: crescimento de 6%;</li>
<li>Distrito Federal: crescimento de 1,3%;</li>
<li>Goiás: queda de 11,4%.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">O resultado mostra que a retração goiana não acompanhou a tendência dos demais integrantes da região. Enquanto os vizinhos ampliaram a produção, Goiás perdeu volume mesmo cultivando uma área maior.</p>
<div class="google-auto-placed ap_container">
<h2>Participação de Goiás na produção brasileira diminuiu</h2>
<p class="isSelectedEnd">A produção brasileira de grãos deve crescer 2,4%, passando de 352,27 milhões para 360,75 milhões de toneladas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Goiás segue entre os maiores produtores do país, mas sua participação estimada no total nacional caiu de aproximadamente 10,6% para 9,2%.</p>
<p class="isSelectedEnd">Isso representa uma redução próxima de 1,4 ponto percentual na participação goiana</p>
</div>
</div>
<div class="google-auto-placed ap_container">
<p class="isSelectedEnd">A magnitude da retração de Goiás, de <strong>4,24 milhões de toneladas</strong>, equivale a aproximadamente metade do crescimento líquido projetado para toda a produção brasileira, estimado em <strong>8,48 milhões de toneladas</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa comparação serve para demonstrar o tamanho da redução goiana. Ela não significa que Goiás tenha retirado metade da safra brasileira, pois outros estados apresentaram aumentos que compensaram a retração local.</p>
<h2>Menos produção não significa automaticamente preços maiores</h2>
<p class="isSelectedEnd">A queda da safra pode pressionar custos, contratos, transporte, armazenagem e disponibilidade regional de determinados produtos. Entretanto, uma produção menor em Goiás <strong>não resulta automaticamente em alta de preços</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os valores recebidos pelos produtores também dependem de fatores como:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Produção nacional e internacional;</li>
<li>Estoques disponíveis;</li>
<li>Câmbio;</li>
<li>Exportações;</li>
<li>Demanda das indústrias;</li>
<li>Custos logísticos;</li>
<li>Qualidade e umidade dos grãos;</li>
<li>Momento da comercialização.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Como a safra brasileira apresenta crescimento, a redução goiana será analisada pelo mercado em conjunto com a maior oferta registrada em outros estados.</p>
<h2>Redução de 4,24 milhões de toneladas não é prejuízo financeiro calculado</h2>
<p class="isSelectedEnd">O número de <strong>4,24 milhões de toneladas</strong> representa uma diferença física entre as estimativas de produção das duas safras. Ele não deve ser apresentado como valor financeiro perdido pelos produtores ou pela economia estadual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para calcular um eventual prejuízo em reais, seria necessário identificar:</p>
<ul data-spread="false">
<li>Quanto cada cultura perdeu em volume;</li>
<li>Os preços médios de comercialização;</li>
<li>A qualidade dos produtos;</li>
<li>Os contratos firmados antecipadamente;</li>
<li>Os custos de produção;</li>
<li>As despesas adicionais com secagem, armazenagem e transporte;</li>
<li>As diferenças regionais dentro de Goiás.</li>
</ul>
<p class="isSelectedEnd">Sem essas informações, qualquer conversão direta das toneladas em reais produziria uma estimativa incompleta.</p>
<h2>O alerta deixado pela safra</h2>
<p class="isSelectedEnd">O desempenho de Goiás mostra que <strong>aumentar a área não garante crescimento da produção</strong>. A expansão territorial perde força quando a produtividade é afetada por atraso no plantio, irregularidade das chuvas e exposição das lavouras a períodos críticos de seca.</p>
<p class="isSelectedEnd">O desafio para as próximas safras será combinar o aumento da área com medidas capazes de proteger o rendimento, como <strong>planejamento da janela de plantio</strong>, escolha adequada de cultivares, manejo do solo, seguro rural, irrigação onde for tecnicamente viável e ampliação da capacidade de armazenagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mais do que a quantidade de hectares cultivados, o resultado econômico do agronegócio depende de <strong>quanto cada hectare consegue efetivamente produzir</strong>.</p>
<h2>Os números ainda podem mudar?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Sim. Os dados fazem parte do 11º levantamento da safra 2025/26 e ainda podem ser revisados pela Conab conforme a colheita avance e novas informações de campo sejam incorporadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os números disponíveis em 14 de agosto de 2026 representam a estimativa oficial mais recente, mas não devem ser tratados como resultado definitivamente encerrado.</p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Quanto Goiás deixou de produzir na safra 2025/26?</h3>
<p class="isSelectedEnd">A comparação com a safra anterior indica uma redução estimada de <strong>4,24 milhões de toneladas</strong>, de acordo com os dados estaduais da Conab.</p>
<h3>Por que a produção caiu se a área plantada aumentou?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Porque a <strong>produtividade média recuou 15,6%</strong>, uma queda proporcionalmente muito superior ao crescimento de <strong>5% da área cultivada</strong>.</p>
<h3>Qual foi a produtividade média estimada para Goiás?</h3>
<p class="isSelectedEnd">A produtividade passou de <strong>4.921 para 4.155 quilos por hectare</strong>, uma redução média de <strong>766 quilos por hectare</strong>.</p>
<h3>O clima foi o único responsável?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não. A Conab registrou efeitos climáticos importantes sobre culturas como milho e sorgo, mas o resultado agregado também depende da composição da safra, das janelas de plantio e do desempenho das diferentes regiões produtoras.</p>
<h3>A redução de 4,24 milhões de toneladas corresponde a um prejuízo em reais?</h3>
<p class="isSelectedEnd">Não. O número representa uma <strong>redução física de produção</strong>. Um cálculo financeiro exigiria dados específicos de cada cultura, preços, custos, contratos e qualidade dos grãos.</p>
<h2>Metodologia</h2>
<p class="isSelectedEnd">O Opinião Goiás comparou os dados de área, produtividade e produção de Goiás apresentados pela Conab para as safras 2024/25 e 2025/26.</p>
<p class="isSelectedEnd">A redução de 4,2412 milhões de toneladas corresponde à diferença entre a produção de 37,3631 milhões de toneladas da safra anterior e a estimativa atual de 33,1219 milhões de toneladas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A comparação percentual entre a queda da produtividade e a expansão da área foi calculada a partir das variações oficiais de -15,6% e +5%, respectivamente.</p>
<p><strong>Fonte primária:</strong> <a href="https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/11o-levantamento-safra-2025-26/e-book_boletim-de-safras-11o-levantamento_2026.pdf">11º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Conab</a></p>
<div class="stream-item stream-item-below-post-content">
<div class="stream-item-size">Fonte: Jornal Opinião Goiás.</div>
<div>Foto: Reprodução.</div>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/goias-plantou-mais-e-produziu-menos-o-que-explica-a-queda-de-114-na-safra/">Goiás plantou mais e produziu menos: o que explica a queda de 11,4% na safra</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Goiás amplia criação de búfalos e se destaca como maior rebanho bubalino do Centro-Oeste</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/goias-amplia-criacao-de-bufalos-e-se-destaca-como-maior-rebanho-bubalino-do-centro-oeste/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Aug 2026 20:33:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://caldasnoticias.com.br/?p=17380</guid>

					<description><![CDATA[<p>A criação de búfalos vem sendo mantida e desenvolvida por produtores de diferentes regiões de Goiás, que encontram na atividade</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/goias-amplia-criacao-de-bufalos-e-se-destaca-como-maior-rebanho-bubalino-do-centro-oeste/">Goiás amplia criação de búfalos e se destaca como maior rebanho bubalino do Centro-Oeste</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-excerpt">A criação de búfalos vem sendo mantida e desenvolvida por produtores de diferentes regiões de Goiás, que encontram na atividade características como rusticidade, resistência a doenças, boa produção de leite e qualidade da carne</div>
<div>
<p class="wp-block-paragraph">A criação de búfalos vem ganhando espaço em Goiás e já representa um rebanho de 21.056 animais, distribuídos em diferentes regiões do Estado. Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Denise Toledo, o órgão acompanha a evolução da atividade por meio do cadastro das propriedades, declaração obrigatória do rebanho e ações de vigilância sanitária.</p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados apresentados pela Agrodefesa, a maior concentração de bubalinos está na Unidade Regional Rio Vermelho, que atende as regiões Noroeste e Leste de Goiás, com 3.717 animais. Em seguida aparecem as unidades Rio das Antas (Centro/Metropolitana), com 2.431 búfalos, Rio das Almas (Norte/Vale do São Patrício), com 2.270, e Rio dos Bois (Centro-Oeste/Sul), com 2.232 animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também possuem presença significativa de búfalos as regiões atendidas pelas unidades Rio Caiapó (Oeste), com 2.024 animais; Rio Paranaíba (Sul/Sudoeste), com 1.852; Rio do Ouro (Norte/Chapada), com 1.784; Rio Itiquira (Entorno do Distrito Federal/Nordeste), com 1.435; Rio Verdão (Sudoeste), com 1.346; e Rio Corumbá (Sudeste/Estrada do Ferro), com 1.250 animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agrodefesa monitora crescimento da atividade no Estado</strong></p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Denise Toledo, o acompanhamento da criação de búfalos ocorre de forma permanente pela estrutura de defesa agropecuária do Estado. “A Agrodefesa acompanha rotineiramente a atividade de criação de búfalos por meio do cadastro das propriedades e da declaração de rebanho, que é obrigatória para os criadores. E ainda pela vigilância ativa, visitando as propriedades”, explica.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">A gerente destaca que a Agência também fiscaliza a movimentação dos animais, o que permite acompanhar a evolução dos rebanhos e a distribuição geográfica da espécie em Goiás.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Esse trabalho permite monitorar a evolução dos rebanhos e a sua distribuição geográfica no Estado, servindo de referência para políticas públicas de sanidade animal”, afirma Denise.</p>
</blockquote>
<figure style="width: 194px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07173142/1786123902-whatsapp-image-2026-08-07-at-12-10-11.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 12.10.11" width="194" height="218" /><figcaption class="wp-caption-text">“Esse trabalho permite monitorar a evolução dos rebanhos e a sua distribuição geográfica no Estado” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidados sanitários seguem protocolos aplicados aos bovinos</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de possuir características próprias, a criação de búfalos segue os mesmos protocolos sanitários adotados para os bovinos em Goiás. Entre as principais medidas estão a vacinação contra brucelose e a vigilância para febre aftosa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Denise Toledo explica que os produtores precisam manter atenção permanente, especialmente porque Goiás é reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Para manter essa conquista, todo o setor produtivo deve estar atento e vigilante quanto aos sintomas da doença. Se ela aparecer novamente, é preciso agir rápido e com eficiência para evitar prejuízos”, alerta.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Além dos cuidados sanitários, os criadores devem manter atualizados o cadastro da propriedade e a declaração do rebanho no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Nos casos de movimentação dos animais para venda ou participação em eventos, é obrigatória a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA).</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Brucelose é o principal desafio sanitário da bubalinocultura</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, o principal desafio sanitário atualmente relacionado à criação de búfalos em Goiás é a brucelose, doença causada pela bactéria Brucella abortus.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nas fêmeas, a enfermidade pode provocar abortos, retenção de placenta, corrimento vaginal purulento, infecções uterinas, infertilidade temporária ou permanente, além do nascimento de animais fracos ou natimortos. Nos machos, pode causar inflamações nos testículos e epidídimos, comprometendo a fertilidade e a qualidade do sêmen.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dos impactos econômicos para a produção, Denise Toledo destaca que a doença também representa risco à saúde pública por ser uma zoonose.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“A brucelose pode ser transmitida para humanos pelo contato direto com fluidos uterinos, fetos abortados ou placentas de animais infectados, bem como pelo consumo de leite cru e derivados não pasteurizados”, explica.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vacinação é principal ferramenta de prevenção</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A gerente da Agrodefesa ressalta que a vacinação é a medida mais eficiente para o controle da brucelose. Conforme a Instrução Normativa nº 2/2025 da Agrodefesa, a vacinação é obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No caso das bezerras bubalinas, deve ser utilizada a vacina B19, em dose única. O procedimento deve ser realizado sob responsabilidade de um médico veterinário cadastrado na Agrodefesa ou por auxiliares supervisionados diretamente pelo profissional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">As fêmeas vacinadas precisam ser identificadas com a marcação na face esquerda utilizando o algarismo final do ano da vacinação.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O produtor deve comprovar a vacinação do rebanho no Sidago em até 30 dias após a compra da vacina. Propriedades inadimplentes ficam bloqueadas, impedidas de emitir a Guia de Trânsito Animal e de comercializar leite para laticínios”, informa Denise Toledo.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">As exigências seguem as normas do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), que busca reduzir a ocorrência dessas doenças e garantir maior segurança sanitária para os rebanhos e para a população.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Família que acreditou nos búfalos cria marca pioneira de laticínios em Goiás</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Quando a criação de búfalos ainda era uma atividade pouco explorada em Goiás, os irmãos Cristiane e José Pedro Araújo decidiram apostar em um mercado considerado desafiador: transformar o leite de búfala em produtos diferenciados para o consumidor. A iniciativa familiar deu origem à Agroindústria Búfalo Nobre, instalada em Caldazinha, e se tornou uma das pioneiras do Estado na produção de derivados de leite de búfala.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A história começou antes mesmo da entrada dos irmãos no negócio. O pai deles, José Araújo, engenheiro agrônomo e apaixonado pela atividade rural, iniciou uma pequena produção de queijos na propriedade da família. Com a participação dos filhos, o projeto ganhou escala, profissionalização e passou a investir na criação de búfalos e na fabricação de alimentos derivados do leite desses animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A família cria búfalos desde 1998 e, ao longo dos anos, vem aprimorando o manejo e investindo em tecnologia para melhorar os índices produtivos da fazenda.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Criamos esta espécie com muito amor e estamos nos dedicando e nos especializando cada vez mais na atividade para melhorar nossos resultados”, afirma José Pedro.</p>
</blockquote>
<figure style="width: 203px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07173612/1786124171-whatsapp-image-2026-08-07-at-14-01-51-620x1071.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 14.01.51" width="203" height="351" /><figcaption class="wp-caption-text">Cristiane e José Pedro Araújo: “criamos esta espécie com muito amor e estamos nos dedicando e nos especializando cada vez” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Raças e produção de leite</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Na propriedade, a criação é formada principalmente por animais da raça Murrah, com alguns exemplares da raça Mediterrâneo, voltados especialmente para a produção leiteira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além da criação dos animais, a família também atua no segmento de laticínios, produzindo queijos a partir do leite de búfala. Os produtos são comercializados em Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Tocantins.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo José Pedro, o objetivo é agregar valor à produção e mostrar ao consumidor as qualidades dos produtos derivados do leite de búfala.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manejo exige cuidados específicos</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de serem animais rústicos e adaptáveis, os búfalos possuem características próprias que exigem atenção no manejo diário.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O búfalo tem suas particularidades. É um animal forte, inteligente e que precisa de alguns cuidados específicos, principalmente com as cercas, já que possui grande força física. A cerca elétrica também é uma alternativa utilizada na criação”, explica José Pedro.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto fundamental é garantir condições adequadas de conforto térmico. Por possuírem menor quantidade de glândulas sudoríparas, os búfalos precisam de acesso à água e sombra para reduzir o estresse causado pelo calor.</p>
<figure style="width: 262px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07174554/1786124753-whatsapp-image-2026-08-07-at-14-43-44-620x528.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 14.43.44" width="262" height="223" /><figcaption class="wp-caption-text">O búfalo tem suas particularidades. É um animal forte, inteligente e que precisa de alguns cuidados específicos | Foto: Búfalo Nobre</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da produção artesanal ao mercado de laticínios</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O que começou como uma experiência dentro da propriedade rural se transformou em uma agroindústria estruturada. Atualmente, a empresa produz cerca de 40 variedades de produtos, incluindo queijos produzidos com leite de búfala e derivados do leite bovino.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O crescimento do empreendimento acompanhou uma mudança no olhar do consumidor sobre os produtos de búfala. Antes pouco conhecidos, alimentos como queijos, doces e outros derivados passaram a conquistar espaço pela qualidade e pelas características diferenciadas do leite, que possui maior concentração de sólidos quando comparado ao leite bovino.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para os irmãos, o diferencial foi acreditar em uma atividade que ainda tinha pouca representatividade no Estado e construir uma cadeia própria de produção, unindo criação dos animais, processamento do leite e comercialização.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Legado familiar e empreendedorismo no campo</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A trajetória da Búfalo Nobre também representa a continuidade de um sonho iniciado pelo pai dos empreendedores. José Pedro Araújo destaca o orgulho de manter vivo o projeto familiar e acompanhar a evolução da empresa ao longo dos anos.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“Temos muito orgulho em fazer parte dessa empresa que foi idealizada e tão sonhada pelo meu pai”, afirmou o produtor ao destacar a importância do empreendimento para a família.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Cristiane Araújo ressalta que a transformação de uma pequena produção em uma empresa consolidada exigiu planejamento, aprendizado e busca constante por melhorias. Segundo ela, o apoio técnico foi fundamental para organizar processos e fortalecer a gestão do negócio.</p>
<figure style="width: 198px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07174657/1786124816-whatsapp-image-2026-08-07-at-14-45-20-620x694.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 14.45.20" width="198" height="221" /><figcaption class="wp-caption-text">Produto produzido à partir do leite de búfala | Foto: Búfalo Nobre</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um exemplo para a bubalinocultura goiana</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A experiência dos irmãos Araújo acompanha o crescimento do interesse pela criação de búfalos no Estado, atividade que ainda representa uma parcela pequena da pecuária goiana, mas que vem ganhando espaço pela possibilidade de agregar valor à produção rural.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao investir não apenas na criação dos animais, mas também na industrialização do leite, a família mostrou que a bubalinocultura pode ser uma alternativa para produtores que buscam novos mercados e maior rentabilidade no campo.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>“‘A demanda é maior que nossa produção’, diz presidente da ABCB sobre búfalos”</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Simon Fernandes Riess, presidente da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o búfalo reúne características que favorecem a atividade, como adaptação, sustentabilidade e rentabilidade. “A bubalinocultura vem a cada ano ganhando um espaço expressivo no cenário da pecuária nacional, muito pelo fato de se tratar de um animal de fácil adaptação nos diversos biomas que nosso extenso país nos proporciona, mostrando-se um animal sustentável e de ótima rentabilidade”, destaca.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Goiás entre os maiores rebanhos do Centro-Oeste</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Goiás, o setor também apresenta crescimento. De acordo com Riess, o Estado possui atualmente o maior rebanho bubalino do Centro-Oeste e vem acompanhando a expansão observada em outras regiões do país. A Região Norte, porém, concentra cerca de 70% do rebanho nacional, favorecida pela grande extensão territorial e pela adaptação dos búfalos às condições locais. “O Estado vem, juntamente com o cenário nacional, apresentando um crescimento espontâneo, puxado principalmente pela demanda dos produtos lácteos de alto valor agregado e pelo maior interesse sobre a carne bubalina”, explica o presidente da ABCB.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leite e carne puxam a demanda</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Além do leite e da carne, a cadeia bubalina também oferece produtos como o couro e seus derivados. Riess destaca que a procura por produtos lácteos de búfala tem crescido principalmente nos grandes centros, enquanto a carne começa a conquistar novos consumidores. “Temos acompanhado um crescimento muito grande nos dois produtos. Os derivados têm uma procura muito expressiva, principalmente nas grandes capitais, e a carne está iniciando um processo de interesse do consumidor”, afirma. Para ele, a maior divulgação das características nutricionais dos produtos é fundamental para ampliar o mercado. “Hoje podemos dizer, de uma forma geral, que a demanda é maior que a nossa produção”, ressalta.</p>
<figure style="width: 297px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07174835/1786124914-f019eb28-ba7b-4785-bddc-d5a9c91b91ed-620x413.webp" alt="f019eb28-ba7b-4785-bddc-d5a9c91b91ed" width="297" height="198" /><figcaption class="wp-caption-text">De acordo com Riess, o Estado possui atualmente o maior rebanho bubalino do Centro-Oeste | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adaptação é uma das principais vantagens</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do presidente da ABCB, a expansão da atividade depende diretamente do aumento da demanda. Com mais consumidores interessados, frigoríficos, laticínios e estabelecimentos comerciais tendem a investir no beneficiamento e na comercialização dos produtos. Ele reconhece que ainda existe preconceito em relação à espécie em algumas regiões, mas acredita que a divulgação vem ajudando a superar essas barreiras. “Acredito que a chave da expansão esteja no estímulo da demanda do mercado consumidor”, diz. Riess ressalta ainda que não há um sistema específico em que o búfalo necessariamente seja superior a outras espécies, mas sua principal vantagem está na capacidade de adaptação a diferentes regiões e condições climáticas.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Perspectivas para a bubalinocultura</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade do crescimento da atividade. Riess afirma que não é possível prever que o rebanho vá dobrar, mas considera provável uma expansão superior à registrada na última década. “Não consigo dizer que a bubalinocultura vai dobrar nos próximos anos, mas consigo garantir que vamos ter um crescimento ainda maior que o observado nestes últimos dez anos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O búfalo vive hoje um momento único”, afirma. Ele destaca ainda a procura crescente por alimentos ricos em proteína e o interesse pelo leite A2, característica naturalmente presente nos búfalos. Nesse cenário, a ABCB busca atuar como elo entre os diferentes segmentos da cadeia, promovendo a espécie e trabalhando pelo melhoramento genético. “O mundo tem olhado para o potencial do nosso rebanho. Precisamos ir em frente para manter e melhorar ainda mais este reconhecimento internacional.”</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Técnico revela vantagens e desafios da criação de búfalos</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O búfalo vem se consolidando como uma alternativa viável para a pecuária brasileira, especialmente por apresentar características produtivas que podem reduzir custos e melhorar a rentabilidade da propriedade. Segundo o veterinário Renato Amaral, que trabalha com búfalos desde 1995 e é técnico da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), uma das principais vantagens está na fertilidade.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O búfalo tem naturalmente uma fertilidade muito superior. É um animal bem mais fértil”, afirma. Na produção de leite, outro diferencial é a maior concentração de sólidos, o que proporciona melhor rendimento industrial e permite obter mais queijo com uma quantidade menor de leite. Por isso, o leite de búfala costuma alcançar maior valor de mercado.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rebanho e expansão dos laticínios</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A criação de búfalos tem apresentado crescimento em diferentes regiões do país, principalmente nos polos onde existem laticínios especializados. “Hoje nós temos criadores de búfalos e laticínios de búfalos em todos os estados do Brasil”, destaca Amaral. O Sudeste concentra uma parcela importante da atividade, favorecido pela maior população e pelo número de consumidores.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o técnico, existem desde pequenos laticínios artesanais, que processam cerca de 50, 100 ou 200 litros de leite por dia, até grandes unidades, como uma localizada em Minas Gerais, que chega a trabalhar com aproximadamente 80 mil litros diários. Para o produtor de leite, entretanto, a proximidade com um laticínio ou com uma rota de coleta é fundamental para viabilizar a atividade.</p>
<figure style="width: 125px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07175011/1786125010-whatsapp-image-2026-08-06-at-07-31-13.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-06 at 07.31.13" width="125" height="182" /><figcaption class="wp-caption-text">Renato Amaral: “o búfalo tem naturalmente uma fertilidade muito superior” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Manejo exige alimentação, água e sombra</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da rusticidade, o búfalo exige cuidados adequados para apresentar bom desempenho. O manejo básico inclui alimentação de qualidade, água limpa para beber e sombra, além dos cuidados sanitários, vacinação e acompanhamento dos bezerros desde o nascimento. O animal pode ser criado em diferentes sistemas, desde propriedades extensivas, com acesso a represas, até sistemas de pastejo rotacionado, confinamento, compost barn e freestall. “O búfalo se adapta bem”, explica Renato Amaral, ressaltando que não é obrigatório ter uma represa ou local para o animal se banhar. “O importante é ter sombra.” O manejo correto também influencia diretamente o comportamento dos animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carne ainda busca organização da cadeia</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Na produção de carne, um dos principais desafios é a falta de uma cadeia produtiva mais organizada e de uma identificação clara do produto no mercado. “Tem muito búfalo que vai para o frigorífico, é abatido como búfalo, mas sai de lá como uma carne de bovino”, explica Amaral. Apesar disso, já existem iniciativas específicas para comercializar a carne de búfalo. O técnico afirma ainda que a carne apresenta características nutricionais interessantes, com maior teor de proteínas, embora sabor e maciez dependam de fatores como idade, acabamento e características individuais do animal.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mitos sobre agressividade e manejo</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Entre os principais obstáculos à expansão da criação estão os mitos de que búfalos são animais selvagens, agressivos ou que constantemente rompem cercas. Renato Amaral explica que essas características são frequentemente confundidas com as do búfalo-africano, uma espécie selvagem diferente do búfalo doméstico criado no Brasil. “O búfalo que a gente trabalha, o búfalo que a gente cria, é um animal extremamente dócil”, afirma. Segundo ele, o comportamento também é resultado da forma como o animal é tratado: “Se você tratar bem esses animais, a resposta, logicamente, é muito mais positiva”. O técnico recomenda que quem pretende iniciar uma criação estude previamente, conheça as técnicas de manejo e, principalmente, visite outras propriedades. “A maioria dos criadores de búfalos é receptiva, recebe, conversa. Então vale a pena visitar algumas criações.”</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Búfalos conquistam criadores em Goiás</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A criação de búfalos vem sendo mantida e desenvolvida por produtores de diferentes regiões de Goiás, que encontram na atividade características como rusticidade, resistência a doenças, boa produção de leite e qualidade da carne. Embora ainda seja uma atividade de mercado mais restrito que a pecuária bovina, os criadores entrevistados destacam que o animal pode apresentar vantagens importantes, principalmente para a produção de derivados do leite.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os relatos mostram, porém, que existem diferenças no manejo dos búfalos em relação aos bovinos. Enquanto alguns produtores consideram indispensável a disponibilidade de áreas úmidas, represas ou brejos, outros afirmam que o animal pode ser criado em áreas sem alagamentos, desde que tenha água limpa para beber, pastagem abundante e manejo adequado.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais de 15 anos de criação em Hidrolândia</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O criador Marcelo Francisco, de Hidrolândia, cria búfalos há mais de 15 anos. Atualmente, mantém aproximadamente 30 animais e trabalha com as raças Murrah e Mediterrânea. Segundo ele, a produção está voltada principalmente para o leite, a fabricação de queijo e a comercialização dos animais para abate.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“São animais dóceis, mas o manejo é um pouco diferente do gado normal. A gente está criando os búfalos com o intuito de tirar o leite”, afirma.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Marcelo destaca a rusticidade como uma das principais características da espécie. Segundo ele, os búfalos apresentam menor incidência de carrapatos e outros problemas comuns ao gado bovino. O criador também ressalta que não é obrigatória a existência de uma represa para manter os animais, embora a água seja fundamental para o bem-estar.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Não precisa de uma região alagada. O que precisa mais é água de cocho saudável, limpinha, e capim bom. Não pode deixar faltar o capim”, explica.</p>
</blockquote>
<figure style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07175213/1786125132-26759032-26d1-4ad3-b314-cd7779782e1b-620x1103.webp" alt="26759032-26d1-4ad3-b314-cd7779782e1b" width="239" height="425" /><figcaption class="wp-caption-text">Marcelo Francisco: “são animais dóceis, mas o manejo é um pouco diferente do gado normal” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Alimentação e manejo exigem atenção</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marcelo, um dos erros cometidos por quem começa a criar búfalos é não considerar a velocidade com que os animais consomem alimento. Por isso, a oferta de pastagem precisa ser abundante. Ele afirma que o animal não deve ser mantido em pasto muito baixo e que o produtor precisa acompanhar regularmente o rebanho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A presença de água também está relacionada ao comportamento natural do búfalo. Marcelo explica que, quando existe uma represa, o animal costuma entrar na água e no barro para se limpar e retirar carrapatos e outros elementos aderidos ao corpo. Para ele, isso ajuda a reduzir a necessidade de utilização de carrapaticidas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O criador também chama atenção para o manejo. Segundo ele, apesar da fama de animal bravo, o búfalo pode se tornar dócil quando é acostumado ao contato humano. “Se você tem um manejo dele de 15 em 15 dias, levando no curral, tratando bem seu animal, fazendo os devidos procedimentos veterinários, então ele vai ficar mansinho”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Leite com maior rendimento para fabricação de queijo</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Marcelo explica que o búfalo não necessariamente produz mais leite que raças bovinas especializadas, como a Holandesa e a Gir. O diferencial, segundo ele, está principalmente na composição do leite e no rendimento para a fabricação de queijo.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">“Na vaca você vai gastar 10 litros de leite para fazer um quilo de queijo. Na búfala, você gasta quatro litros para fazer um quilo de queijo”, afirma.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Para o criador, essa característica representa uma vantagem econômica para quem trabalha com derivados. Ele ressalta, entretanto, que a criação exige conhecimento e manejo correto. “Quem conhece o búfalo, agrada demais, mas é um gado que não é para qualquer um. Tem que ter o manejo correto”, diz.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Marcelo não pretende ampliar significativamente o rebanho. A criação de búfalos permanece como uma atividade complementar à produção bovina que ele já mantém.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>São Luiz de Montes Belos: tradição de 24 anos</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Na Fazenda Boa Sorte, em São Luiz de Montes Belos, o criador Orlandir Laureano trabalha com búfalos há 24 anos. A atividade, segundo ele, foi herdada do avô, que já criava os animais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para Orlandir, quatro características se destacam na criação: a rusticidade, a qualidade do leite, a docilidade e o bom peso dos animais no momento da comercialização. “Os búfalos são muito dóceis, o leite é espetacular e, na hora de vender, você vai vender um búfalo que pesa bem”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A propriedade possui nove represas e um lago de aproximadamente um alqueire, condição que, segundo o criador, proporciona conforto aos animais. Ele explica que o búfalo procura naturalmente ambientes úmidos, especialmente em períodos de calor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, Orlandir afirma que não é necessário que toda criação esteja obrigatoriamente em área alagada. Segundo ele, a existência de represas, brejos ou locais úmidos favorece o bem-estar, mas o animal também pode ser criado em outras condições desde que tenha acesso à água.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Produção chega a 190 litros por dia</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O criador já chegou a manter 95 animais na propriedade e, atualmente, possui aproximadamente 75. Em períodos de produção, chegou a retirar entre 180 e 190 litros de leite por dia, provenientes de cerca de 11 búfalas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O leite era vendido para uma fábrica de sorvetes em Goiânia, que buscava a produção diretamente na propriedade. Atualmente, durante o período de seca e com a redução da oferta de pastagem, Orlandir não está produzindo leite para comercialização.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além do leite, ele também comercializa animais para criadores e para abate. Segundo ele, já vendeu búfalos para diferentes regiões de Goiás e para Mato Grosso do Sul. “Se eu tiver 10, 20, 30, é direto. Vou me ligando para comprar”, relata sobre a comercialização de animais para reprodução.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carne e leite são apontados como diferenciais</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Orlandir também é produtor de gado Nelore e compara a criação das duas espécies. Para ele, o búfalo exige menos trabalho e apresenta maior resistência a problemas como carrapatos e moscas. “O gado Nelore é muito mais trabalhoso do que o bubalino”, afirma.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do criador, a carne de búfalo também apresenta características superiores. “A carne é muito mais macia do que a carne da vaca”, diz.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ele destaca ainda o rendimento do leite para a produção de queijo. Segundo o criador, são necessários cerca de 9 a 10 litros de leite bovino para produzir um quilo de queijo, enquanto o leite de búfala pode permitir a produção de um quilo de queijo com aproximadamente 4,5 litros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Orlandir afirma que existe mercado para o leite de búfala e que, se tivesse condições de produzir até 2 mil ou 3 mil litros por dia, conseguiria comercializar toda a produção. Seu sonho, segundo ele, seria chegar a 400 búfalas, mas o tamanho da propriedade limita a expansão.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Criador aposta no custo-benefício</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O criador Edson Flávio Fiúza Cardoso trabalha com búfalos há cerca de seis anos e mantém atualmente 34 fêmeas. Segundo ele, o principal fator que o levou à atividade foi o custo-benefício em comparação com o gado bovino de produção leiteira.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O búfalo é bem melhor do que a vaca cruzada para a gente, que produz pouco leite. O leite rende muito mais e tem menos despesa”, diz.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Edson destaca a composição do leite e seu rendimento na fabricação de queijo. Segundo ele, a matéria sólida do leite de búfala chega a aproximadamente 9%, o que aumenta o aproveitamento na produção de derivados.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, ele fabrica entre 20 e 26 queijos por dia, utilizando a produção da própria propriedade. Os produtos são comercializados em Goiás, inclusive para supermercados e lanchonetes, além de compradores que buscam a produção diretamente na fazenda. “O tanto que eu fizer aqui, eu vendo”, enfatiza.</p>
<figure style="width: 370px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07180157/1786125715-whatsapp-image-2026-08-07-at-15-01-30-620x467.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 15.01.30" width="370" height="279" /><figcaption class="wp-caption-text">Edson destaca a composição do leite e seu rendimento na fabricação de queijo | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Produção de derivados é prioridade</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">O criador comercializa o queijo por aproximadamente R$ 30 o quilo, com peças que pesam em torno de um quilo a 1,1 quilo. Para ampliar a produção, Edson pretende melhorar a estrutura das pastagens, com correção do solo e implantação de um sistema de pastejo rotacional durante o período das águas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ele também fez curso para ampliar a fabricação de derivados do leite de búfala, como burrata e muçarela. A intenção é utilizar integralmente a produção dentro da própria propriedade, agregando valor ao leite.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Edson, outro diferencial é a rusticidade do animal. “O búfalo é muito rústico. O pasto é igual, ele não exige muita coisa”, explica. Ele afirma ainda que, durante os seis anos de criação, não enfrentou problemas significativos com carrapatos nas búfalas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o produtor, o gado bovino convencional exige muito mais trabalho. Ele também critica o preconceito que ainda existe em relação ao búfalo e defende que os consumidores conheçam os produtos derivados da espécie.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“As pessoas precisam conhecer os produtos derivados do búfalo para acabar com o preconceito”, reforça.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em Turvânia, criação virou herança de família</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Turvânia, o criador Fabiano Pedrosa mantém búfalos que são resultado de uma tradição familiar. Segundo ele, o avô já criava os animais muitos anos antes de morrer e deixou cerca de 200 cabeças para os herdeiros.</p>
<figure style="width: 321px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07180326/1786125805-ed7b5e2c-049f-4f0f-8711-3da78a54ae1e-620x465.webp" alt="ed7b5e2c-049f-4f0f-8711-3da78a54ae1e" width="321" height="241" /><figcaption class="wp-caption-text">Fabiano Pedrosa: “é um animal sadio demais. Nós não fazemos nada mesmo” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Fabiano conta que, ao longo do tempo, o número de animais foi reduzido e posteriormente voltou a crescer. Atualmente, a família possui aproximadamente 60 búfalos, sendo cerca de 40 fêmeas entre novilhas, bezerras e vacas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“Nós herdamos 50 cabeças de búfalo para cada herdeiro. Ele tinha uns 200. Nós fomos vendendo e chegamos a ficar com três búfalos e um garrotinho. Aí foi aumentando, aumentando, e chegamos em 50 de novo”, relata.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o criador, parte dos animais é utilizada para consumo da própria família, enquanto outros são vendidos ou doados. A produção também inclui leite e queijo, comercializados em Goiânia.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rusticidade reduz necessidade de medicamentos</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Fabiano considera a rusticidade uma das maiores vantagens do búfalo. Segundo ele, os animais apresentam boa capacidade de reprodução, permanecem em boas condições corporais e adoecem pouco.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“É um animal sadio demais. Nós não fazemos nada mesmo”, afirma. Ele cita como cuidados sanitários realizados pela propriedade medidas relacionadas a doenças como febre aftosa e brucelose em bezerras, mas afirma que não utiliza rotineiramente antibióticos ou vermífugos no rebanho.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">A resistência dos animais também está relacionada ao aproveitamento do pasto. Segundo Fabiano, os búfalos permanecem em boas condições porque têm acesso à alimentação e são capazes de procurar o que precisam na propriedade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para ele, a carne e o leite produzidos pelos animais também são diferenciais. O criador relata que há consumidores que procuram os derivados de búfala justamente por apresentarem melhor tolerância em alguns casos de intolerância ao leite bovino.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Água ajuda no conforto dos animais</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Fabiano julga importante que os búfalos tenham acesso a áreas úmidas. Segundo ele, por causa da coloração escura do couro, os animais sentem mais o calor e procuram barro, brejos ou represas para se refrescar.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Ela gosta demais de ter uma represa, um brejinho. Porque, como o couro dela é preto, ela esquenta muito. Então, se ela tiver um barro para ela se lambuzar, ela se deita lá naquele barro”, explica.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Para o criador, o principal problema da atividade não está na alimentação ou na sanidade, mas na estrutura das cercas. Segundo ele, os búfalos são fortes, possuem couro resistente e podem romper arames, criando dificuldades para manter os animais dentro da propriedade.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Ele quase não respeita a cerca. A cabeça dele é muito dura, o couro é muito duro. Ele vai com o chifre no arame, arrebenta o arame, dá um jeito e passa”, relata.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mercado ainda é o principal desafio</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar das vantagens da criação, Fabiano não pretende ampliar o rebanho. A intenção é reduzir a quantidade de animais e manter apenas um número suficiente para produção de leite e consumo de carne.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O principal motivo é a dificuldade de comercialização. Segundo ele, o mercado de búfalos ainda é muito menor que o de bovinos, o que torna a venda dos animais mais trabalhosa.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O comércio do búfalo não é igual ao comércio do bovino. Se eu chegar hoje e quiser vender dez bezerros de búfalo, é muito difícil. Tenho que correr atrás de compradores. Agora, se eu quiser vender dez Nelore, tem 50 compradores na hora e nem preciso correr atrás”, compara.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Produção tinha mercado, mas não conseguia crescer</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A dificuldade de ampliar o mercado consumidor e a falta de produtores de leite de búfala na região levaram a produtora rural Débora Alcântara, proprietária do Laticínios Búfalas do Cerrado, em Catalão, no Sudeste de Goiás, a encerrar a criação de búfalos. O rebanho chegou a aproximadamente 115 animais, utilizados na produção de leite que era processado no próprio laticínio da família.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Débora, a decisão não ocorreu por falta de qualidade dos produtos ou pela ausência de vendas. Ao contrário: tudo o que era produzido encontrava compradores. O problema estava na dificuldade de conquistar novos consumidores e, principalmente, de ampliar a oferta de leite de búfala na região.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Na verdade, deu muito certo. Tudo o que a gente fazia, a gente vendia. Só que aqui na região as pessoas não têm o costume com o leite da búfala”, explica Débora.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Ela afirma que o desconhecimento sobre os produtos derivados do leite e da carne de búfala ainda representa uma barreira para o crescimento da atividade. “As pessoas ainda têm muito preconceito com o leite e os produtos feitos do leite e da carne de búfalo. É uma falta de conhecimento”, afirma.</p>
<figure style="width: 315px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07181043/1786126242-whatsapp-image-2026-08-07-at-15-10-13-620x603.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 15.10.13" width="315" height="307" /><figcaption class="wp-caption-text">Débora Alcântara: “o rebanho chegou a aproximadamente 115 animais” | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Distância comprometia o lucro</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Além da dificuldade de ampliar o consumo, a produtora enfrentou outro obstáculo: a falta de fornecedores de leite de búfala próximos à propriedade. Com a criação própria, a família conseguia manter a produção, mas o crescimento do negócio passou a exigir a busca por leite em outras regiões.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Para você fazer com que as pessoas criem as búfalas para ter o leite, é muito difícil. Aqui já não comportava mais na nossa fazenda”, relata Débora.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">A família chegou a buscar leite em Minas Gerais, a cerca de 350 quilômetros de distância. O transporte, porém, consumia boa parte da margem de lucro do negócio. “A gente já chegou a pegar fora, em Minas, 350 quilômetros, mas ficava tudo na estrada, o nosso lucro. Então, a gente tentou de todas as maneiras”, conta.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também houve dificuldades relacionadas à fiscalização e às exigências sanitárias, incluindo questões envolvendo a Agrodefesa. Diante da impossibilidade de ampliar a produção de forma economicamente viável, a família decidiu encerrar a criação.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rebanho foi vendido para abate</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A decisão de abandonar a criação significou a venda de todo o rebanho. Os animais foram adquiridos por um frigorífico da região de Goiânia e destinados ao abate.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ter se desfeito dos animais, a produtora deixa claro que a decisão não foi motivada por uma decepção com a criação de búfalos. Pelo contrário, ela lamenta o encerramento de uma atividade que considera bem-sucedida. “Se dependesse de mim, eu jamais teria deixado a atividade de lado”, afirma.</p>
<figure style="width: 239px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07181255/1786126374-whatsapp-image-2026-08-07-at-15-12-32-620x545.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 15.12.32" width="239" height="210" /><figcaption class="wp-caption-text">Débora também destaca o rendimento do leite na fabricação de queijos | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Débora defende qualidade do leite e da carne</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Para a produtora, parte do problema enfrentado pela cadeia está relacionada à falta de conhecimento do consumidor sobre as características dos produtos de búfala. Ela destaca a qualidade do leite, dos queijos e da carne.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Quem conhece sabe da qualidade. O leite tem muito mais benefícios que o leite de vaca. Ele tem mais gordura, mas é uma gordura mais saudável.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Débora também destaca o rendimento do leite na fabricação de queijos. Segundo ela, enquanto são necessários aproximadamente 10 litros de leite bovino para produzir um quilo de queijo, cerca de quatro litros de leite de búfala podem produzir a mesma quantidade.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“É o dobro do rendimento. É um leite muito bom”, ressalta.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Sobre a carne, a produtora também considera que ainda existe desconhecimento por parte dos consumidores. “A carne não tem carne de segunda. É uma carne supernobre, muito macia. Quem conhece sabe da qualidade.”</p>
<figure style="width: 263px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/08/07181536/1786126535-whatsapp-image-2026-08-07-at-15-14-58-620x566.webp" alt="WhatsApp Image 2026-08-07 at 15.14.58" width="263" height="241" /><figcaption class="wp-caption-text">Sobre a carne, a produtora também considera que ainda existe desconhecimento por parte dos consumidores | Foto: Acervo pessoal</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Laticínio continuará produzindo</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com o fim da criação própria, a história do Laticínios Búfalas do Cerrado não terminou. Débora pretende continuar as atividades no estabelecimento, agora com leite bovino adquirido de produtores da região.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A nova etapa deve incluir a produção de queijos como provolone defumado e muçarela. Ao mesmo tempo, a empresária pretende manter a possibilidade de trabalhar novamente com leite de búfala.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Estamos introduzindo o leite de vaca, mas não deixamos de lado o que a gente já tem aprovado. Temos mais de 30 tipos de produtos de leite de búfala aprovados pela Agrodefesa”, explica.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">O laticínio também mantém atividades voltadas ao turismo rural. A propriedade recebe visitantes para conhecer o processo de produção e, ao final, promove eventos gastronômicos com queijos e vinhos e jantar completo.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Nosso laticínio é muito bonito, nossa história é muito bonita. A gente conta um pouco da nossa história e faz alguns eventos”, diz Débora.</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Possibilidade de retorno</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Embora atualmente esteja concentrada na produção com leite bovino, Débora não descarta voltar a criar búfalos. A intenção, segundo ela, é que um eventual retorno seja feito com animais próprios, como ocorria anteriormente. “Quem sabe, né? A gente nunca sabe o dia de amanhã”, frisa.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A experiência, segundo a produtora, mostrou que existe potencial para a atividade, mas também revelou um dos principais desafios para quem pretende investir na criação de búfalos em Goiás: formar um mercado consumidor que conheça e valorize o leite, os queijos e a carne produzidos a partir do animal.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Comercialização.</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">Os relatos dos quatro criadores mostram que a criação de búfalos em Goiás reúne características que podem favorecer a atividade, especialmente a rusticidade, a resistência a problemas sanitários, o rendimento do leite na fabricação de queijos e a qualidade da carne. Ao mesmo tempo, os produtores apontam que o manejo exige conhecimento, atenção à oferta de pastagem e água e, principalmente, uma estrutura adequada de cercas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A comercialização ainda aparece como um dos principais obstáculos para a expansão da atividade. Enquanto alguns criadores relatam facilidade para vender leite e derivados, a venda de animais para abate ou reprodução ainda depende de uma rede menor de compradores quando comparada à pecuária bovina tradicional.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
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		<title>Goiás se torna potência do feijão, mas ainda enfrenta clima, custos e mercado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 19:17:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estado reúne algumas das maiores produtividades do Brasil graças à tecnologia, à irrigação e ao manejo especializado, mas produtores ainda</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Estado reúne algumas das maiores produtividades do Brasil graças à tecnologia, à irrigação e ao manejo especializado, mas produtores ainda convivem com oscilações de preço, mudanças climáticas, custos elevados e desafios para manter a competitividade</p>
<p>Durante décadas, produzir feijão foi quase um exercício de sobrevivência. Bastava uma chuva fora de época, uma geada inesperada ou uma sequência de dias excessivamente quentes para comprometer uma safra inteira. Enquanto outras culturas ganharam espaço impulsionadas pelo mercado externo, o feijão permaneceu dependente, sobretudo, do prato do brasileiro. Ainda assim, Goiás conseguiu transformar uma atividade marcada por incertezas em uma das mais tecnificadas do país.</p>
<p>Hoje, o estado figura entre os maiores produtores nacionais e apresenta algumas das maiores produtividades da cultura, resultado de investimentos em irrigação, pesquisa, genética, correção de solo e assistência técnica especializada. Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 deve alcançar 281,2 mil toneladas, produzidas em cerca de 109,2 mil hectares. Mesmo ocupando a quinta posição em volume nacional, Goiás está entre os líderes quando o assunto é eficiência no campo.</p>
<p>Mas essa liderança esconde uma realidade menos evidente. Produzir feijão continua sendo uma das atividades agrícolas mais sensíveis do agronegócio. O produtor convive diariamente com oscilações de preços, doenças, pragas, custos elevados de irrigação, juros altos e um mercado cuja rentabilidade depende muito mais da oferta nacional do que das exportações.</p>
<blockquote><p>“O feijão é uma cultura extremamente exigente. Para produzir bem, praticamente tudo precisa estar funcionando em conjunto: solo corrigido, fertilidade adequada, irrigação eficiente, clima favorável e manejo correto. Se um desses fatores falha, a produtividade responde imediatamente”, afirma o engenheiro agrônomo Nilton Gomes Jaime, mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e proprietário da Cerrado Consultoria Agronômica.</p></blockquote>
<p>Há mais de vinte anos prestando consultoria a produtores rurais, Nilton acompanha aproximadamente 12 mil hectares de lavouras em diferentes regiões goianas. O feijão representa uma das especialidades da empresa, justamente por ser uma cultura que exige acompanhamento técnico permanente.</p>
<blockquote><p>“Os produtores foram demandando uma assistência especializada. O feijão é uma cultura em que poucos profissionais têm conhecimento aprofundado. Eu enxerguei isso como um nicho de mercado, comecei a estudar bastante e hoje somos muito procurados justamente por esse trabalho.”</p></blockquote>
<p>Segundo ele, Goiás construiu sua posição de destaque apoiado em um conjunto de fatores que dificilmente aparece isolado em outras regiões produtoras.</p>
<blockquote><p>“O estado reúne produtores altamente profissionalizados, irrigação, mecanização, agricultura de precisão, assistência técnica qualificada e um trabalho muito forte de pesquisa. Isso explica por que Goiás consegue produzir duas, três vezes mais do que a média brasileira em muitas propriedades.”</p></blockquote>
<p>Enquanto a produtividade média nacional gira em torno de 18 a 20 sacas por hectare, áreas irrigadas em Goiás frequentemente ultrapassam 50 ou 60 sacas, havendo registros superiores a 80 sacas por hectare.</p>
<p>Para Nilton, esse desempenho começa muito antes da semeadura.</p>
<blockquote><p>“A cultura do feijão é muito exigente em fertilidade. Ela não tolera solos ácidos, encharcados ou compactados. Primeiro é preciso corrigir fisicamente e quimicamente o solo. Depois entram irrigação, adubação, escolha da cultivar, manejo fitossanitário e acompanhamento constante.”</p></blockquote>
<figure style="width: 528px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/24211623/1784927775-IMG_2469-620x349.jpg" alt="" width="528" height="297" /><figcaption class="wp-caption-text">Nilton Gomes Jaime, mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e proprietário da Cerrado Consultoria Agronômica | Foto: Oyagy Vieira/Jornal Opção</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Essa preocupação ajuda a explicar por que municípios como Cristalina, Luziânia, Silvânia, Paraúna, Palmeiras de Goiás, Itaberaí, Rio Verde, Morrinhos e Jussara se consolidaram entre os principais polos produtores do estado. Em comum, eles reúnem alto nível tecnológico e sistemas de irrigação capazes de garantir estabilidade produtiva durante a terceira safra, justamente a mais importante para Goiás.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Produzir muito não significa vender melhor</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar da elevada produtividade, o desempenho da lavoura nem sempre se traduz em rentabilidade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Vilmar Eurípedes da Silva Júnior, o principal desafio continua sendo o comportamento do mercado.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão tem essa questão da volatilidade e é muito dependente da qualidade. Se a gente olhar os preços do IFAG, por exemplo, do preço médio de maio para o que estamos observando hoje, houve uma redução de cerca de 25%. Hoje, um feijão nota 8,5 ou superior gira em torno de R$ 290 por saca, e esse é o preço que acreditamos que deve se manter até o fim do mês.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, diferentemente de outras culturas, o produtor não sabe exatamente quanto receberá quando inicia o plantio.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O preço do feijão é atribuído por notas. No fim da colheita, o produtor vai descobrir qual classificação conseguiu para o produto. Então ele não tem certeza de que vai plantar 20 ou 30 hectares e vender por um determinado valor. Tudo depende da qualidade que conseguir produzir.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Além disso, existe outro obstáculo pouco conhecido fora do setor.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão-carioca, que é o mais consumido no Brasil, escurece muito rapidamente depois da colheita. O produtor não consegue armazenar esse produto esperando um momento melhor de mercado. Ele acaba tendo uma janela muito curta para comercialização.”</p>
</blockquote>
<figure style="width: 432px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/24211023/1784927418-andr1317_55344927665_o-jpg-620x423.webp" alt="" width="432" height="295" /><figcaption class="wp-caption-text">Analista técnico do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (IFAG), Vilmar Eurípedes da Silva Júnior | Foto: Arquivo</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Essa característica faz com que o feijão seja uma das poucas culturas em que produtividade e rentabilidade nem sempre caminham juntas. Produzir bem continua sendo essencial, mas vender na hora certa muitas vezes é tão importante quanto colher uma boa safra.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Se a tecnologia fez Goiás crescer, o clima continua dando as cartas</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Se a alta produtividade consolidou Goiás entre os principais polos produtores de feijão do país, ela não diminuiu a dependência do clima. Ao contrário. Quanto maior o investimento em tecnologia, maior também é o risco financeiro de uma safra frustrada.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nilton Gomes Jaime costuma dizer que o produtor consegue controlar praticamente tudo dentro da propriedade — menos o tempo.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão não tolera extremos. Ele não suporta excesso de chuva, mas também não suporta seca prolongada. Não gosta de temperaturas muito elevadas na floração e também não tolera frio intenso na germinação. É uma cultura extremamente sensível.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Essa sensibilidade faz com que o calendário agrícola seja seguido quase como uma regra. No Brasil, o feijão é cultivado em três épocas distintas: a safra das águas, a safra da seca e a terceira safra, irrigada. É justamente nesta última que Goiás se destaca nacionalmente.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O ideal é plantar em abril. Quem planta nesse período consegue uma condição praticamente perfeita: calor na germinação, temperaturas mais amenas durante a floração e tempo seco na colheita. Quando o produtor planta fora dessa janela, ele passa a correr riscos muito maiores.”</p>
</blockquote>
<figure style="width: 519px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/24211704/1784927817-IMG_2487-620x349.jpg" alt="" width="519" height="292" /><figcaption class="wp-caption-text">Nilton Gomes Jaime, mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás (UFG) | Foto: Oyagy Vieira/Jornal Opção</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o agrônomo, a busca por preços mais altos pode, muitas vezes, levar produtores a cometer erros.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Hoje, por exemplo, quando a saca chega perto de R$ 400, muita gente pensa em plantar mais tarde para aproveitar esse mercado. Só que quem planta em julho pode pegar calor intenso durante a floração e chuva na colheita. A possibilidade de perder qualidade aumenta muito.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">O comportamento do clima também ajuda a explicar por que o mercado do feijão apresenta oscilações tão diferentes de culturas como soja e milho.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Enquanto essas commodities acompanham bolsas internacionais e o câmbio, o feijão reage principalmente ao comportamento da produção brasileira.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O maior produtor do Brasil é o Paraná. Se lá ocorre geada, excesso de chuva ou quebra de safra, automaticamente falta produto no mercado e os preços sobem. Se a produção é boa, acontece exatamente o contrário. O mercado fica abastecido e as cotações caem.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Foi justamente esse cenário que marcou a atual temporada. Problemas climáticos reduziram a produção da segunda safra paranaense e abriram espaço para uma valorização do feijão produzido em Goiás.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O mercado do feijão é muito mais influenciado pelas condições climáticas brasileiras do que por fatores internacionais. É diferente da soja, que depende da Bolsa de Chicago. O feijão depende da oferta.”</p>
</blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">Mosca-branca, doenças e armazenamento também pesam na conta</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Além do clima, os produtores convivem com outro adversário silencioso: a sanidade da lavoura.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Vilmar Eurípedes, um dos motivos que levaram Goiás a concentrar boa parte da produção na terceira safra é justamente a possibilidade de controlar melhor as condições de cultivo.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão tem bastante incidência de doenças. Por isso a terceira safra acaba sendo mais interessante. Como ela é irrigada, o produtor consegue controlar a quantidade de água aplicada e normalmente encontra menor pressão de pragas e doenças.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo assim, alguns problemas permanecem recorrentes.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“A gente tem a chamada ponte verde. Em algumas regiões, termina a soja, entra o feijão-caupi e, depois, vem o feijão da terceira safra. Isso favorece uma pressão maior de mosca-branca, que transmite o mosaico, hoje uma das doenças mais importantes para a cultura.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Foi justamente para reduzir esse ciclo que foi implantado o vazio sanitário em setembro.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O objetivo é quebrar o ciclo da mosca-branca e diminuir a incidência tanto no feijão quanto na safra seguinte de soja.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Mas as dificuldades não param por aí. Outra particularidade da cultura é a dificuldade de armazenamento. Essa característica ajuda a explicar por que tantos produtores afirmam que o feijão exige decisões rápidas.</p>
<h2 class="wp-block-heading">“O mercado é muito instável”</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Na prática, quem vive essa realidade diariamente é o produtor rural Marlos Luiz de Queiroz, de Trindade.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Há cerca de quinze anos cultivando feijão, ele alterna a cultura com soja e milho em um sistema que busca aproveitar ao máximo a estrutura da propriedade.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O mercado do feijão é muito instável. Hoje está bom, amanhã ninguém sabe. Quem está vendendo agora está conseguindo um preço muito bom, mas eu já penso que, quando chegar a minha vez de vender, talvez já não esteja mais assim.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Mesmo diante dessa incerteza, ele continua apostando na cultura.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão não dá prejuízo. Ele dá uma recapitalizada. É uma boa opção para quem já trabalha com irrigação.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Marlos, os desafios começam ainda na lavoura.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Tem muita doença, muita praga. Tem cigarrinha, tem outras doenças que aparecem. É uma cultura que exige muito acompanhamento.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">A falta de mão de obra especializada também preocupa.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Cada ano está ficando mais difícil encontrar gente qualificada. A lavoura hoje é muito mecanizada, mas mesmo assim precisa de pessoas preparadas para operar os equipamentos.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, ele pretende ampliar novamente a área cultivada na próxima safra.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Eu estou otimista. Acho que este ano vai compensar mais do que o anterior. Se conseguir vender a saca por R$ 300, já está muito bom.”</p>
</blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">Irrigação virou requisito para competir</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Se antes a irrigação era vista como diferencial tecnológico, hoje ela se tornou praticamente uma condição para produzir feijão com estabilidade em Goiás.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas ela também trouxe novos custos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo Nilton Gomes Jaime, energia elétrica e disponibilidade hídrica passaram a fazer parte da conta do produtor.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O pivô funciona com energia. Qualquer aumento no custo da eletricidade impacta diretamente a produção. Já houve produtor que deixou de plantar porque simplesmente não fechava a conta.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">O problema não se resume ao preço.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A própria disponibilidade de água passou a ser acompanhada com mais rigor pelos órgãos ambientais.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Hoje praticamente não existe mais autorização para instalar pivôs sem reservatórios. Tudo é dimensionado em função da capacidade do manancial. Isso é importante para preservar os recursos hídricos, mas mostra como produzir feijão depende cada vez mais de planejamento.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Para o agrônomo, o investimento em irrigação só faz sentido porque permite diversificar culturas.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Ninguém monta um pivô pensando apenas no feijão. Ele serve também para tomate, milho-doce, ervilha e outras culturas. É esse conjunto que torna o investimento economicamente viável.”</p>
</blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">Incentivo tributário dá fôlego, mas não resolve sozinho os desafios do setor</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Em um cenário de custos elevados e margens apertadas, uma das principais reivindicações dos produtores goianos finalmente saiu do papel. Em junho deste ano, o Governo de Goiás anunciou a redução da carga tributária incidente sobre o feijão in natura comercializado para outros estados. A alíquota interestadual caiu de 6,06% para 2,4%, redução de 60,4% que, segundo o Executivo estadual, representa uma renúncia fiscal estimada em R$ 12 milhões por ano a partir de 2027.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A medida atende uma demanda antiga do setor produtivo e busca reduzir a desvantagem competitiva em relação a estados como Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso e Distrito Federal, que já praticavam tributação menor.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o analista técnico do IFAG, Vilmar Eurípedes da Silva Júnior, a mudança é positiva, mas é preciso compreender exatamente onde ela produz efeitos.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Do primeiro ponto que levantaram sobre a questão do tributo, de toda forma, a gente pode ver como positivo. É um incentivo que vai possibilitar que a gente consiga atender de forma mais competitiva os mercados de outros estados, uma vez que quase 70% do feijão produzido em Goiás vai para fora. Então, isso beneficia, sim, essa comercialização.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Vilmar ressalta, porém, que o benefício não alcança toda a cadeia.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Vale ressaltar que isso se aplica ao feijão in natura. É o feijão que sai direto da lavoura para outro estado. Não significa que vai aumentar a atividade das empacotadoras aqui dentro de Goiás. O benefício é para o produtor que comercializa diretamente para outros mercados.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dele, a medida oferece um importante ganho de competitividade até 2031, prazo previsto para a manutenção do incentivo, mas o crescimento da cultura continuará dependendo de outros fatores.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Essa questão da tributação está assegurada até 2031. Ela dá um fôlego para o planejamento do produtor e melhora a competitividade. Mas, para que a área plantada cresça, o mercado precisa oferecer mais segurança.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o analista, a decisão de plantar feijão continua sendo uma das mais difíceis para quem possui áreas irrigadas.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Quando chega próximo ao plantio da terceira safra, o produtor vai decidir se coloca feijão, milho, tomate ou outra cultura no pivô. Ele faz essa escolha olhando o mercado, o clima e o risco que cada atividade oferece.”</p>
</blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">O futuro passa por tecnologia e sustentabilidade</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Se há consenso entre todas as fontes ouvidas pela reportagem, é que a tecnologia continuará sendo o principal caminho para manter Goiás entre os líderes nacionais.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Boa parte dessa transformação acontece abaixo da superfície.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário da imagem tradicional da agricultura baseada apenas em fertilizantes químicos, cresce rapidamente o uso de bioinsumos, microrganismos capazes de melhorar o desenvolvimento das plantas, aumentar a eficiência nutricional e reduzir a necessidade de alguns produtos químicos.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Nilton Gomes Jaime acompanha essa mudança de perto.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Hoje temos microrganismos que conseguem disponibilizar fósforo preso no solo, aumentar o crescimento das raízes, melhorar a resistência ao estresse hídrico e reduzir impactos ambientais. É uma tecnologia extremamente sustentável.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo ele, o avanço foi tão rápido que até empresas tradicionalmente conhecidas pela fabricação de defensivos passaram a investir pesadamente em produtos biológicos.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“A maioria das empresas já criou linhas específicas de bioinsumos. Elas perceberam que esse mercado está crescendo e veio para ficar.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Vilmar observa que a adoção dessas práticas também melhora a conservação do solo e reduz riscos em anos de clima irregular.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Todas essas técnicas voltadas para a saúde do solo, como plantio direto, manutenção de palhada e conservação, permitem ao produtor reduzir riscos. Se houver um veranico, por exemplo, a palhada ajuda a conservar umidade. No caso do feijão, além de melhorar a produtividade, reduz a presença de terra próxima às vagens durante a colheita e melhora a qualidade do produto.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Ele lembra que o Sistema Faeg/Senar oferece treinamentos justamente para acelerar essa transformação.</p>
<p class="wp-block-paragraph">“O Senar tem cursos voltados para plantio direto, agricultura de precisão, aplicação em taxa variável e bioinsumos. São capacitações que ajudam o produtor a reduzir custos e melhorar a eficiência.”</p>
<h2 class="wp-block-heading">O desafio agora é tornar o mercado mais previsível</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Embora o Brasil esteja entre os maiores produtores mundiais de feijão, a cultura continua fortemente dependente do mercado interno. Cerca de 70% da produção nacional corresponde ao feijão-carioca, variedade praticamente consumida apenas pelos brasileiros.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, essa dependência começa a diminuir com a abertura de novos mercados para feijões especiais, como mungo, caupi e rajado, principalmente na Ásia, Oriente Médio e África. Ainda assim, o carioca continuará sendo, por muitos anos, o principal produto da cadeia.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Marcelo avalia que a medida corrige uma distorção histórica, mas não resolve, sozinha, os gargalos da cadeia produtiva. “A medida melhora a competitividade do feijão produzido em Goiás, especialmente nas vendas para outros estados. Na prática, isso reduz uma distorção que há muitos anos prejudica o comércio formal de feijão entre os estados. A medida facilita a venda direta, amplia o número de compradores que podem acessar a produção goiana e diminui a necessidade de operações intermediárias motivadas apenas por diferenças tributárias”, afirma.</p>
<figure style="width: 203px" class="wp-caption alignleft"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/24212204/1784928122-whatsapp-image-2026-07-24-at-16-45-11-620x827.webp" alt="" width="203" height="271" /><figcaption class="wp-caption-text">Presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders | Foto: Arquivo</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Para Lüders, Goiás reúne praticamente todos os fatores necessários para ampliar sua participação no mercado nacional, mas o incentivo tributário precisa ser acompanhado por outras medidas estruturantes. “Goiás já reúne produtores tecnificados, agricultura irrigada, importantes empresas de sementes e a presença da Embrapa Arroz e Feijão. Portanto, tem todas as condições para ampliar seu protagonismo no abastecimento nacional. Entretanto, o incentivo fiscal, sozinho, não resolve tudo. Para que o benefício chegue efetivamente ao produtor, precisa ser acompanhado por classificação, armazenagem, padronização da qualidade, informação de mercado e melhor organização comercial.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação do presidente do Ibrafe, o maior problema enfrentado hoje pelos produtores brasileiros não é exatamente o custo de produção ou a tributação, mas a falta de previsibilidade. “Todos esses problemas estão relacionados, mas, se eu tivesse que apontar o principal, diria que é a falta de previsibilidade. Os custos de sementes, fertilizantes, defensivos, energia, irrigação, crédito, máquinas e mão de obra aumentaram. A tributação ainda cria distorções entre os estados e a comercialização é fragmentada. Mas é a falta de previsibilidade que amplia todos esses riscos. Muitas vezes, o produtor decide o plantio olhando o preço de ontem, sem saber quanto será colhido em outras regiões, qual será a demanda futura ou qual volume poderá ser exportado. Não basta produzir bem. É necessário saber para quem produzir, com qual padrão, a que custo e em qual momento vender.”</p>
<p class="wp-block-paragraph">Para Hélio Dal Bello, conselheiro sênior da Associação Brasileira de Consultores de Feijão (ABC Feijão), o setor também precisa estimular o consumo interno.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“O feijão é um alimento extremamente saudável. Rico em proteína, ferro e fibras. Precisamos incentivar o consumo, principalmente entre os mais jovens.”</p>
</blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">Vilmar também acredita que o crescimento da área plantada dependerá muito mais da previsibilidade do mercado do que da capacidade técnica dos produtores.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Para a gente pensar em aumento de área de feijão, sem dúvida precisaríamos de um mercado mais fixo, que desse ao produtor maior segurança sobre o preço que ele vai conseguir na comercialização.”</p>
</blockquote>
<figure style="width: 356px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/24211317/1784927595-whatsapp-image-2026-07-24-at-18-12-46-620x413.webp" alt="" width="356" height="237" /><figcaption class="wp-caption-text">Hélio Dal Bello, conselheiro sênior da Associação Brasileira de Consultores de Feijão (ABC Feijão) | Foto: Arquivo</figcaption></figure>
<h2 class="wp-block-heading">Uma potência construída sobre conhecimento</h2>
<p class="wp-block-paragraph">Ao longo das últimas décadas, Goiás transformou uma cultura tradicional em uma das mais tecnificadas do agronegócio brasileiro. Irrigação, pesquisa, genética, mecanização, agricultura de precisão e assistência técnica fizeram o estado alcançar produtividades que superam, em muitos casos, o dobro da média nacional.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mas, apesar da tecnologia, produzir feijão continua sendo um exercício diário de tomada de decisões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">O produtor precisa acompanhar o clima, calcular o custo da energia, observar a incidência de pragas, escolher a cultivar correta, monitorar a qualidade do solo, analisar o mercado e definir o momento certo para vender um produto que não pode permanecer armazenado por muito tempo.</p>
<p class="wp-block-paragraph">É justamente esse conjunto de fatores que explica por que Goiás se tornou uma potência na produção de feijão — e por que, ao mesmo tempo, a cultura continua sendo uma das mais desafiadoras da agricultura brasileira.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Como resume Nilton Gomes Jaime, não existe espaço para improviso.</p>
<blockquote>
<p class="wp-block-paragraph">“Produzir feijão é administrar riscos todos os dias. Quando solo, clima, irrigação, manejo e mercado caminham juntos, o resultado aparece. Mas é uma cultura que exige conhecimento, planejamento e muito respeito.”</p>
</blockquote>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Reprodução.</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/goias-se-torna-potencia-do-feijao-mas-ainda-enfrenta-clima-custos-e-mercado/">Goiás se torna potência do feijão, mas ainda enfrenta clima, custos e mercado</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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		<item>
		<title>Lucraboi é patrocinador oficial do FarmConnection e reforça compromisso com a inovação no agronegócio</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/lucraboi-e-patrocinador-oficial-do-farmconnection-e-reforca-compromisso-com-a-inovacao-no-agronegocio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 18:38:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Empresa apoia evento que reunirá grandes nomes da comunicação, tecnologia e inteligência artificial para discutir o futuro do agro brasileiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Empresa apoia evento que reunirá grandes nomes da comunicação, tecnologia e inteligência artificial para discutir o futuro do agro brasileiro</p>
<p>O Lucraboi é o patrocinador oficial do FarmConnection, evento que tem a proposta de conectar inovação, comunicação, tecnologia e inteligência artificial ao agronegócio. A iniciativa vai acontecer nos dias 23 e 24 de julho, no Castro’s Hotel em Goiânia e reunirá empresários, produtores rurais, profissionais do agro e especialistas em uma imersão voltada ao desenvolvimento de lideranças capazes de transformar conhecimento em oportunidades de negócios.</p>
<p>Com uma programação exclusiva o FarmConnection promoverá palestras, painéis, workshops e momentos de networking, abordando temas como comunicação estratégica, posicionamento de marcas, inteligência artificial, transformação digital e inovação aplicada ao setor agropecuário. O objetivo é preparar profissionais para os novos desafios do mercado, fortalecendo a competitividade e impulsionando resultados.</p>
<p>O apoio do Lucraboi reforça o posicionamento da empresa como incentivadora de iniciativas que promovem conhecimento, tecnologia e crescimento sustentável para o agronegócio brasileiro. &#8220;O Lucraboi é a tecnologia na prática no agronegócio e acreditamos que o futuro do agro passa pelo conhecimento, pela inovação e pelas conexões entre pessoas&#8221;, destaca Guilherme Ferrareze, CEO do Lucraboi.</p>
<p>Além da participação como patrocinador oficial, o Lucraboi terá presença de destaque durante a programação do evento. No primeiro dia acontecerá uma mesa redonda com Guilherme sobre a usabilidade do Lucraboi, plataforma que permite que o usuário simule operações antes mesmo de fechar negócio, calculando a viabilidade da compra ou venda de animais, a margem de lucro por arroba e os possíveis resultados financeiros da operação.</p>
<p>Durante a imersão, os participantes também terão a oportunidade de se conectarem com a jornalista Camila Teles, uma das maiores referências em comunicação no agronegócio brasileiro que vai conduzir conteúdos voltados para autoridade digital e posicionamento de marcas e profissionais.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-17147 aligncenter" src="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551-300x157.jpg" alt="" width="300" height="157" srcset="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551-300x157.jpg 300w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551-1024x536.jpg 1024w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551-768x402.jpg 768w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551-390x205.jpg 390w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0551.jpg 1236w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p>Bruno Dupin, estrategista digital e especialista em inovação e inteligência artificial aplicada aos negócios, também estará presente no FarmConecction com temas como ferramentas práticas de IA para produtores e empresas; tendências tecnológicas e inovação aplicada ao setor.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-17146 aligncenter" src="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550-240x300.jpg 240w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550-819x1024.jpg 819w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550-768x961.jpg 768w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550-1228x1536.jpg 1228w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0550.jpg 1279w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p>O FarmConnection foi criado para formar líderes preparados para transformar tecnologia e comunicação em crescimento para o agronegócio, conectando conhecimento, inovação e pessoas em um ambiente de alto nível técnico e estratégico.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-17145 aligncenter" src="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552-240x300.jpg" alt="" width="240" height="300" srcset="https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552-240x300.jpg 240w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552-819x1024.jpg 819w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552-768x961.jpg 768w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552-1228x1536.jpg 1228w, https://caldasnoticias.com.br/wp-content/uploads/2026/07/IMG-20260720-WA0552.jpg 1279w" sizes="(max-width: 240px) 100vw, 240px" /></p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>Lançamento Aplicativo Lucraboi</p>
<p>Data: 23 e 24 de julho (FarmConecction)</p>
<p>Local: Castro’s Hotel</p>
<p>Horário: 16h</p>
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		<title>Área plantada de girassol cresce 34% em Goiás e impulsiona safra recorde</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/area-plantada-de-girassol-cresce-34-em-goias-e-impulsiona-safra-recorde/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 19:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Área cultivada de girassol em Goiás cresce 34% e atinge 63 mil hectares Com uma produção estimada em 83,2 mil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Área cultivada de girassol em Goiás cresce 34% e atinge 63 mil hectares</p>
<p>Com uma produção estimada em 83,2 mil toneladas, Goiás é o principal estado produtor de girassol do Brasil na safra 2025/26, respondendo por 74,6% do total nacional. De acordo com o Boletim da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na última terça-feira, 14, a área cultivada em território goiano cresceu 34% em comparação ao ciclo anterior, saltando de 47 mil para 63 mil hectares. Enquanto isso, a produção brasileira da oleaginosa está estimada em 111,5 mil toneladas, o que representa um incremento de 12,1% sobre a safra passada.</p>
<p>O domínio goiano no cultivo do girassol não é novidade, conforme aponta a série histórica da Conab iniciada em 1997. Desde a safra 2020/2021, o estado ocupa o topo do ranking nacional, e na atual temporada sua área plantada é dez vezes superior à do Rio Grande do Sul, que aparece como o segundo colocado. Esse desempenho reflete a crescente demanda pelo grão, que abastece prioritariamente a indústria de óleo comestível de alta qualidade nutricional no mercado interno.</p>
<figure style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn.jornalopcao.com.br/assets/2026/07/16152142/1784215301-whatsapp-image-2026-07-16-at-11-57-59.webp" alt="" width="377" height="251" /><figcaption class="wp-caption-text">Produção brasileira de girassol deve totalizar 111,5 mil toneladas, com aumento de 12,1% | Foto: Fredox Carvalho</figcaption></figure>
<p class="wp-block-paragraph">Além do setor alimentício, a versatilidade do girassol impulsiona sua presença em outros segmentos. A oleaginosa serve como matéria-prima para os setores de cosméticos, fármacos, nutrição animal e, mais recentemente, para a produção de biocombustíveis. Outro beneficiado é o setor apícola, que utiliza as lavouras para polinização e manutenção das colmeias durante o período de entressafra do mel, criando uma cadeia produtiva integrada e sustentável.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Em Goiás, o cultivo do girassol se consolidou como alternativa viável para a segunda safra, sendo realizado logo após a colheita da soja. Essa escolha se fundamenta em características agronômicas vantajosas, como a tolerância ao estresse hídrico, a capacidade de reciclagem de nutrientes no solo e a menor incidência relativa de pragas.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Porém, para alcançar o desenvolvimento ideal, a planta exige condições específicas: ausência de compactação do solo, disponibilidade de 500 a 700 mm de água distribuídos ao longo do ciclo, alta luminosidade diária e solos com pH entre 5,2 e 6,5.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Portal Goiás / Reprodução.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Goiás ganha novos mercados para exportação de material genético bovino</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/goias-ganha-novos-mercados-para-exportacao-de-material-genetico-bovino/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 18:28:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Especialista avalia que autorização para exportações a Honduras, El Salvador e outros mercados pode fortalecer a cadeia agroindustrial e estimular</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Especialista avalia que autorização para exportações a Honduras, El Salvador e outros mercados pode fortalecer a cadeia agroindustrial e estimular a industrialização do Estado</p>
<p>A indústria de material genético bovino em Goiás pode ganhar impulso com a abertura de novos mercados internacionais para o setor, conforme avaliação de especialista entrevistado pelo Jornal Opção.</p>
<p>A expansão decorre de um anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que concluiu negociações com mercados externos como Honduras e El Salvador, autorizando a importação do produto goiano. O material genético engloba insumos utilizados para o melhoramento e a reprodução de espécies bovinas destinadas à pecuária.</p>
<p>O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO), Fernando Barnabé, avalia que a medida tende a fortalecer não apenas o segmento, mas toda a cadeia agroindustrial do Estado.</p>
<p>Segundo ele, o setor representa um passo importante para a industrialização de Goiás e do Brasil.“Entendemos que fizemos a primeira revolução resolvendo a questão alimentar e hoje estamos alimentando 1 bilhão de pessoas no planeta. Agora, precisamos avançar para que a nossa matéria-prima seja industrializada e vendida com valor agregado.”</p>
<p>Além dos dois países da América Central, outros 11 mercados passaram a permitir a importação de produtos que podem ser produzidos em Goiás no setor agropecuário. Entre os destaques apontados pela associação está a autorização para exportação de ovos férteis para a Nigéria.</p>
<p>Para Fernando, a abertura desses mercados reduz a dependência de poucos compradores internacionais, diversifica as exportações e contribui para o crescimento do PIB estadual.“Com certeza, a abertura de novos mercados nos dá novas perspectivas para o PIB do Estado e isso sempre é visto de forma muito positiva e nos dá muito entusiasmo para o futuro.”</p>
<p>Ao todo, o governo federal contabiliza 639 novos acessos a mercados em 97 destinos desde 2023. Entre as oportunidades abertas estão milho-pipoca, material genético bovino, ovos férteis, castanha de caju, sementes e derivados de origem animal.</p>
<p>Apesar do avanço, Fernando afirma que Goiás ainda precisa ampliar seu processo de industrialização, sobretudo nas regiões Norte e Oeste do Estado.“Sabemos da importância de polos industriais, além do DAIA e do polo de Aparecida. Devemos ampliar os polos na região de Rio Verde e também no Mato Grosso Goiano.”</p>
<blockquote><p>Precisamos levar polos industriais para essas regiões.</p></blockquote>
<p>Fonte: Jornal Opção.<br />
Foto: Reprodução.</p>
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		<item>
		<title>Veja o ranking dos municípios goianos que mais produzem soja e milho</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/veja-o-ranking-dos-municipios-goianos-que-mais-produzem-soja-e-milho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2026 19:12:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cultura da soja está presente em 231 municípios goianos e ocupa uma área de 4,94 milhões de hectares A soja</p>
<p>O post <a href="https://caldasnoticias.com.br/veja-o-ranking-dos-municipios-goianos-que-mais-produzem-soja-e-milho/">Veja o ranking dos municípios goianos que mais produzem soja e milho</a> apareceu primeiro em <a href="https://caldasnoticias.com.br">Caldas Notícias</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="post-excerpt"><em>Cultura da soja está presente em 231 municípios goianos e ocupa uma área de 4,94 milhões de hectares</em></div>
<div>
<p class="wp-block-paragraph">A soja segue como principal força do agronegócio goiano em 2024. Dados da Plataforma Aroeira, painel do Governo de Goiás voltado ao monitoramento da produção agropecuária, mostram que o grão movimentou R$ 30,07 bilhões no estado neste ano.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Segundo o levantamento, a cultura da soja está presente em 231 municípios goianos e ocupa uma área de 4,94 milhões de hectares, o equivalente a 55,1% de toda a área agrícola de produção do estado. O produto também representa 49,74% do valor total da produção agropecuária de Goiás.</p>
<p class="wp-block-paragraph">A produção estadual chegou a 16,97 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.436 quilos por hectare. Rio Verde aparece como principal polo produtor de soja em Goiás, com 1,57 milhão de toneladas colhidas e 425 mil hectares plantados. Na sequência estão Cristalina, com 1,32 milhão de toneladas, e Jataí, com 1,17 milhão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados também apontam os municípios com maior valor de produção da soja no estado. Rio Verde lidera com R$ 2,684 bilhões, seguido por Cristalina, com R$ 2,269 bilhões, e Jataí, com R$ 2,006 bilhões.</p>
<p class="wp-block-paragraph">No ranking de produtividade, São Simão ocupa a primeira posição, com média de 4.800 quilos por hectare. São Domingos aparece em seguida, com 4.521 kg/ha, enquanto Uruana registra 4.500 kg/ha.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Além dos líderes, cidades como Montividiu, Mineiros, Paraúna, Caiapônia, Catalão, Silvânia, Ipameri e Goiatuba também figuram entre os principais municípios da cadeia produtiva da soja em Goiás.</p>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Milho</strong></p>
<p class="wp-block-paragraph">A produção de milho em Goiás registrou produtividade média de 6.034 quilos por hectare em 2024, segundo dados da Plataforma Aroeira. Em alguns municípios, porém, o rendimento ultrapassa 8 toneladas por hectare.</p>
<p class="wp-block-paragraph">São Domingos lidera o ranking estadual de produtividade, com média de 8.976 kg/ha. Em seguida aparecem Morro Agudo de Goiás, com 8.500 kg/ha, e Alvorada do Norte, com 8.486 kg/ha.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Também figuram entre os municípios mais produtivos:</p>
<ul>
<li class="wp-block-paragraph">Planaltina — 8.103 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Padre Bernardo — 7.769 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Gameleira de Goiás — 7.672 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Bonfinópolis — 7.500 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Uruana — 7.500 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Formosa — 7.399 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Orizona — 7.345 kg/ha;</li>
<li class="wp-block-paragraph">Alto Paraíso de Goiás — 7.342 kg/ha.</li>
</ul>
<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram ainda que o milho movimentou R$ 9,83 bilhões na economia goiana em 2024. Rio Verde lidera o valor da produção, com R$ 1,613 bilhão, seguido por Jataí, com R$ 1,429 bilhão.</p>
<p class="wp-block-paragraph">Mineiros aparece na terceira posição, com R$ 583 milhões, à frente de Cristalina, com R$ 525 milhões, e Montividiu, com R$ 477 milhões. De acordo com o painel, o milho é cultivado em 212 municípios goianos e ocupa área de 2,15 milhões de hectares. A produção total do estado alcança 13,02 milhões de toneladas.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
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<div dir="auto">Foto: Jornal Opção / Reprodução.</div>
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		<title>79ª Pecuária de Goiânia começa nesta quinta-feira. E o Governo de Goiás vai estar lá!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2026 19:13:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e suas jurisdicionadas, Agência</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e suas jurisdicionadas, Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), Emater Goiás e Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa), participa da 79ª edição da Pecuária de Goiânia, que será realizada de 14 a 24 de maio, no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira.</p>
<p>Tradicional no calendário goiano, o evento é uma vitrine de novidades para a pecuária e uma oportunidade de aproximação entre produtores rurais e Governo de Goiás.</p>
<figure style="width: 366px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://goias.gov.br/wp-content/uploads/2026/05/SEAPA_GOVERNO_DE_GOIAS_MARA_PRESENCA_NA_PECUARIA_DE_GOIANIA-1024x768.jpeg" alt="Governo de Goiás marca presença na 79ª Pecuária de Goiânia" width="366" height="275" /><figcaption class="wp-caption-text">Tradicional no calendário goiano, evento que é vitrine de novidades para pecuária, começa nesta quinta-feira (14/05) e vai até 24 de maio, no Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia (Foto: Seapa)</figcaption></figure>
<p>As atividades do estande “Goiás, o Estado do Agro” incluem plantão técnico sobre os principais programas e projetos da Seapa, como o FCO Rural, Crédito Social, Regulariza Campo, Mecaniza Campo, entre outras ações executadas pela secretaria.</p>
<p>A Pecuária de Goiânia é um evento referência em aproximação do campo e a cidade, conforme pontua o titular da Seapa, Ademar Leal.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“Para esta edição, trouxemos um estande com várias atrações para as crianças, que poderão conhecer de forma educativa e divertida várias áreas do trabalho no campo como, por exemplo, os processos de produção de leite e o mel. Estaremos também com plantão técnico todos os dias, à disposição do produtor que visitar a feira”, destaca o secretário.</p></blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">Ações de conscientização</h2>
<p>A Seapa e a Agrodefesa apresentam atividades destinadas ao público infantojuvenil, como jogos interativos e dinâmicas de sensibilização voltados à agropecuária goiana, além das ações do programa Defensores Mirins, iniciativa destinada a crianças e adolescentes em idade escolar, que busca levar informações qualificadas de maneiras interativas sobre a importância da proteção de lavouras e rebanhos.</p>
<p>Para atrair a atenção das crianças, o projeto conta com personagens desenvolvidos para representar cada área da segurança e inspeção rural, pensados com o objetivo de fazer com que a população entenda como essas ações resultam em um alimento seguro na mesa dos goianos.</p>
<p>O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que a presença em peso do Governo de Goiás na Pecuária de Goiânia reflete o compromisso do Estado com o setor agropecuário.</p>
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>“No caso da Agrodefesa, além do nosso escritório permanente no Parque Agropecuário para prestar serviço direto ao produtor, atuamos na garantia da sanidade dos animais e levando ações educativas para adultos e crianças. Nosso objetivo é estarmos cada vez mais próximos do produtor rural, dialogando, apoiando e levando conhecimento técnico de forma acessível”, afirma.</p></blockquote>
<h2 class="wp-block-heading">Parcerias</h2>
<p>A Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (Dercr) marca presença no espaço, com uma equipe disponível para registrar ocorrências e realizar serviços de atendimento ao público.</p>
<p>Além disso, o público infantil poderá aproveitar o ‘Espaço PCGO Kids’, ambiente que integra oficinas de pintura e distribuição de materiais recreativos. Os visitantes poderão, ainda, tirar fotos nas viaturas operacionais estacionadas no local.</p>
<p>Aos produtores rurais, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) também promove orientação técnica. Na edição deste ano, a pasta apresenta palestras sobre suas principais frentes de trabalho, oferece um ponto de apoio para rodadas de negócios e divulga projetos voltados aos distritos industriais de todo estado.</p>
<h2 class="wp-block-heading">Serviço</h2>
<p>Governo de Goiás na 79ª edição da Pecuária de Goiânia<br />
Quando: 14 a 24 de maio de 2026<br />
Onde: <a href="https://maps.app.goo.gl/8kkbbJSCVwoo4vGr5" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Parque de Exposições Pedro Ludovico Teixeira</a><br />
Ingressos gratuitos: disponíveis em http://meubilhete.com/pecuariadegoiania, sendo necessário apenas a doação de 1 kg de alimento não perecível.</p>
<p>Fonte: Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) – Governo de Goiás.</p>
<p>Fotos: Divulgação.</p>
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		<title>Falhas na gestão reduzem rentabilidade da pecuária brasileira</title>
		<link>https://caldasnoticias.com.br/falhas-na-gestao-reduzem-rentabilidade-da-pecuaria-brasileira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[caldasnoticias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 18:46:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É possível utilizar inteligência de dados para tomar decisãoes no campo Apesar de liderar o ranking do comércio mundial, com</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>É possível utilizar inteligência de dados para tomar decisãoes no campo</p>
<p>Apesar de liderar o ranking do comércio mundial, com mais de 230 milhões de cabeças de gado, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil ainda enfrenta um entrave dentro das porteiras: a falta de gestão eficiente em parte das propriedades de pecuária de corte.</p>
<p>Especialistas apontam que, embora o setor tenha avançado em áreas como genética, nutrição e tecnologia, muitos produtores ainda tomam decisões com base apenas na experiência prática, sem controle de custos ou indicadores de desempenho. O resultado é um descompasso entre produção e lucro.</p>
<p>Nos últimos anos, ferramentas digitais, como aplicativos e softwares, passaram a fazer parte da rotina no campo. Ainda assim, a simples adoção dessas tecnologias não garante melhores resultados. “O produtor até registra dados, mas ainda administra a fazenda de forma operacional”, afirma Layla Salles, especialista em gestão do agronegócio pela Fundação Getulio Vargas e em produção de ruminantes pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Segundo ela, transformar dados em decisões é o que torna a atividade mais rentável.</p>
<p>A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também aponta a ausência de controle de custos como um dos principais gargalos da pecuária nacional. Mesmo com forte presença no mercado internacional, muitas propriedades têm dificuldade em ampliar o lucro final.</p>
<p>A pressão econômica, por sua vez, tem aumentado. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que as oscilações no preço da arroba e dos insumos exigem respostas rápidas dos produtores, algo que depende diretamente do domínio sobre os números da propriedade.</p>
<p>Na prática, alguns produtores já buscam alternativas para melhorar a gestão. A pecuarista Kátia Marina, por exemplo, tem investido na capacitação da equipe como estratégia para aumentar a eficiência. “Estou investindo em treinamentos para garantir que os colaboradores recebam informações relevantes e sejam preparados para desempenhar suas funções com eficiência”, afirma.</p>
<p>Esse movimento de profissionalização também tem impulsionado o surgimento de iniciativas voltadas à gestão no campo. Empresas como a Berrante Gestão Pecuária atuam com foco em estratégia, tecnologia, capacitação e acompanhamento das propriedades. “O grande desafio não é apenas produzir bem, mas gerir com clareza e direção”, diz o CEO Kennedy Alves.</p>
<p>Produtores que adotaram esse modelo relatam ganhos no controle e na tomada de decisão. É o caso de André Pinto e Nilton Pinto, que passaram a acompanhar dados da fazenda em tempo real após a implantação de ferramentas de gestão. Segundo eles, a mudança trouxe mais previsibilidade e eficiência à operação.</p>
<p>Em um cenário de custos elevados e margens pressionadas, especialistas são unânimes: a gestão deixou de ser diferencial e passou a ser condição básica para a sustentabilidade da pecuária brasileira. Produzir bem continua sendo essencial, mas, sozinho, já não garante resultado no fim das contas.</p>
<p>Fonte: Jornal Opção.</p>
<p>Foto: Jornal Opção / Reprodução.</p>
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