Goiás ganha novos mercados para exportação de material genético bovino
Especialista avalia que autorização para exportações a Honduras, El Salvador e outros mercados pode fortalecer a cadeia agroindustrial e estimular a industrialização do Estado
A indústria de material genético bovino em Goiás pode ganhar impulso com a abertura de novos mercados internacionais para o setor, conforme avaliação de especialista entrevistado pelo Jornal Opção.
A expansão decorre de um anúncio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que concluiu negociações com mercados externos como Honduras e El Salvador, autorizando a importação do produto goiano. O material genético engloba insumos utilizados para o melhoramento e a reprodução de espécies bovinas destinadas à pecuária.
O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Goiás (AEAGO), Fernando Barnabé, avalia que a medida tende a fortalecer não apenas o segmento, mas toda a cadeia agroindustrial do Estado.
Segundo ele, o setor representa um passo importante para a industrialização de Goiás e do Brasil.“Entendemos que fizemos a primeira revolução resolvendo a questão alimentar e hoje estamos alimentando 1 bilhão de pessoas no planeta. Agora, precisamos avançar para que a nossa matéria-prima seja industrializada e vendida com valor agregado.”
Além dos dois países da América Central, outros 11 mercados passaram a permitir a importação de produtos que podem ser produzidos em Goiás no setor agropecuário. Entre os destaques apontados pela associação está a autorização para exportação de ovos férteis para a Nigéria.
Para Fernando, a abertura desses mercados reduz a dependência de poucos compradores internacionais, diversifica as exportações e contribui para o crescimento do PIB estadual.“Com certeza, a abertura de novos mercados nos dá novas perspectivas para o PIB do Estado e isso sempre é visto de forma muito positiva e nos dá muito entusiasmo para o futuro.”
Ao todo, o governo federal contabiliza 639 novos acessos a mercados em 97 destinos desde 2023. Entre as oportunidades abertas estão milho-pipoca, material genético bovino, ovos férteis, castanha de caju, sementes e derivados de origem animal.
Apesar do avanço, Fernando afirma que Goiás ainda precisa ampliar seu processo de industrialização, sobretudo nas regiões Norte e Oeste do Estado.“Sabemos da importância de polos industriais, além do DAIA e do polo de Aparecida. Devemos ampliar os polos na região de Rio Verde e também no Mato Grosso Goiano.”
Precisamos levar polos industriais para essas regiões.
Fonte: Jornal Opção.
Foto: Reprodução.

