Saúde

Caso Wesley Murakami: Conselho Federal de Medicina mantém cassação de exercício profissional de médico acusado de deformar pacientes

Medida foi divulgada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Médico é acusado de deformar pacientes durante procedimentos estéticos em Goiás e no Distrito Federal.

O Conselho Federal de Medicina manteve a cassação do exercício profissional do médico Wesley Noryuki Murakami da Silva acusado de deformar pacientes durante procedimentos estéticos em Goiás e no Distrito Federal. A medida foi divulgada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União.

A defesa do médico Wesley disse ao g1 que questionou, junto ao Conselho Federal de Medicina, as falhas e os erros ocorridos no decorrer do procedimento administrativo disciplinar aberto. A defesa disse ainda que não foi intimada da decisão e assim que tiver conhecimento, vai fazer o estudo e a análise da viabilidade de levar esses questionamentos ao Poder Judiciário, a fim de reverter a cassação do registro profissional.

O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal informou que não recebeu notificação oficial sobre a decisão do Conselho Federal de Medicina. O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) disse também que não foi comunicado pelo conselho federal sobre a decisão.

O g1 tentou contato com o Conselho Federal de Medicina, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Um processo ético-profissional foi aberto pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás e foi julgado pelo Tribunal Superior de Ética Médica do Conselho Federal de Medicina que revisou o caso, mas decidiu manter a decisão após, por unanimidade, confirmar a culpabilidade do médico.

Segundo o documento, as condutas do médico caracterizou infrações ao Código de Ética Médica que são consideradas inadequadas no exercício da medicina.

Wesley Murakami

Murakami, acusado de deformar o rosto de pacientes, foi condenado a 9 anos, 10 meses e 10 dias de prisão pelo crime de lesão corporal gravíssima contra nove vítimas.

Segundo o documento, as vítimas do médico, sendo oito mulheres e um homem, sofreram quadros depressivos e que além da questão física, elas tiveram o psicológico atingido gravemente. Os casos aconteceram em 2013, 2017 e 2018.

A condenação cita na sentença que Wesley estava ciente dos resultados negativos, dores, transtornos, constrangimentos e deformidades que atingiu as vítimas e mesmo assim continuou praticando os procedimentos, sem se importar com as consequências e assumindo o risco plenamente conhecido por ele.

Segundo a acusação, o denunciado não possuía autorização do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (CRM-GO) para a realização de procedimentos estéticos, excedendo assim os limites do exercício da medicina.

Consta ainda que após a realização desses procedimentos estéticos as vítimas iniciaram uma fase de recuperação extremamente dolorosa e prolongada, devido às sequelas permanentes, e outras se submeteram a procedimentos reparadores, sem a assistência do médico, conforme constatado nos laudos periciais.

O documento cita que a acusação disse que Wesley usou os produtos polimetilmetacrilato (PMM) e toxina botulínica, sem habilitação legal.

Murakami também já foi condenado a pagar indenização de R$ 60 mil para uma das clientes que ficou com sequelas após um procedimento estético. Para outra, ele foi condenado a pagar quase R$ 24 mil por causa do mesmo problema. Segundo a defesa do médico, em 2018, houve uma prisão temporária, mas após isso não houve outra prisão.

Fonte: G1 Goiás.

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