Polícia

Goiânia era sede do “cérebro” de esquema milionário de lavagem de medicamentos investigado no DF

As investigações apontam que o cabeça da organização movimentavam R$ 22 milhões

A Operação Alto Custo, deflagrada nesta sexta-feira, 17, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) revelou que o comando central da organização criminosa especializada em desvio de remédios de alta complexidade estava situada em Goiânia.

WhatsApp Image 2026-04-17 at 08.52.18
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas | Foto: PCDF

Embora o esquema atingisse diversos estados, o chefe do grupo operava na capital goiana, coordenando ações que movimentaram cerca de R$ 22 milhões em apenas um ano por meio de emissões de notas fiscais frias. O objetivo era lavar os medicamentos furtados ou roubados, dando a eles uma aparência de legalidade para que fossem revendidos às farmácias.

A ação resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas.

O esquema milionário também tinha ramificações em outros estados além de Goiás. No entorno do DF, a operação realizou apreensões em Valparaíso de Goiás e Novo Gama.

Durante a operação, a PCDF também interceptou uma carga roubada em Niterói, no Rio de Janeiro, no final de março, contendo 493 caixas do medicamento Upadacitinibe, avaliadas em R$ 4 milhões. Entre os itens visados pelo grupo, estavam os medicamentos de altíssimo valor de mercado, como Imbruvica que custa R$ 40 mil por unidade, Venclexta (R$ 37 mil por unidade), Libtayo e Tagrisso (R$ 32 mil cada). Somente em uma das distribuidoras, o prejuízo alcançou a marca de R$ 6 milhões.

A investigação também apurou que o crime vai além do dano financeiro. Os medicamentos eram frequentemente armazenados sem a refrigeração adequada, o que degrada o princípio ativo. Essa prática transforma remédios vitais em placebos ineficazes ou, em casos graves, em substâncias tóxicas para pacientes vulneráveis.

A operação contou com o apoio das Polícias Civis de Goiás e do Rio de Janeiro, além da Receita Federal, Anvisa e Vigilância Sanitária.

Os envolvidos responderão por crimes como organização criminosa, furto qualificado, receptação e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos.

Fonte: Jornal Opção.

Foto: Polícia Civil do DF.

caldasnoticias

As principais e as últimas notícias do Brasil e do mundo com credibilidade na informação sobre Caldas Novas, Rio Quente, esportes, saúde, política e muito mais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *