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Veja os detalhes do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro: de “malandro carioca” à camiseta de Deltan Dallagnol

Primeiro confronto televisionado entre os presidenciáveis foi marcado por acusações mútuas, troca de provocações e cobranças

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram pela primeira vez em um debate presidencial televisionado neste domingo, 18, na Band, em um confronto marcado por acusações mútuas, perguntas sem respostas e a exploração de escândalos que atingem ambos os candidatos, como o caso Lulinha e o filme “Dark Horse”.

Durante o debate, Lula chamou Flávio de “malandro carioca” ao rebater a acusação do senador de que o governo teria gastado R$ 7 bilhões com a primeira-dama, Janja. “Você veja que essa carinha boa dele é de um mentiroso contumaz. É o malandro carioca, que finge que não finge e mente descaradamente. Conta”, disse o presidente. Em resposta, já na abertura do segundo bloco, Flávio afirmou que se “solidariza” com os moradores do Rio de Janeiro.

“Eu só quero aqui me solidarizar com todos os meus irmãos e irmãs do Rio de Janeiro que foram aqui chamados de malandros pelo meu concorrente. E é assim que ele trata as pessoas quando ele tem, num estado como o Rio de Janeiro, uma maioria que escolhe a mudança e não a continuidade desse atual programa”, declarou o senador.

Além disso, a pergunta mais repetida da noite foi sobre o destino dos R$ 134 milhões negociados com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente condenado Jair Bolsonaro. Lula fez a cobrança ao menos sete vezes. Flávio disse que o dinheiro foi para o filme, mas se recusou a detalhar o caminho dos recursos. “Já expliquei várias vezes. Vou explicar quanto for necessário”, afirmou.

Além disso, presente no debate, o senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) vestia uma camiseta com a frase: “Eu prendi o Lula, STF soltou”. A estampa continha também uma foto do PowerPoint utilizado por ele em 2016, quando ainda era procurador, para acusar Lula no caso do triplex do Guarujá. À época, o ex-procurador foi condenado a pagar R$ 146 mil de indenização ao presidente por incluir seu nome como chefe de uma organização criminosa.

Fonte: Jornal Opção.

Foto: Rede Bandeirantes.

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