Haddad afirma que novos cortes de gastos podem ocorrer e que irá negociar com Lula.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não descarta possíveis ajustes na regra fiscal após o anúncio, nesta quinta-feira (28/11), de um pacote de corte de gastos.
“Esses são passos muito importantes. Se forem necessárias novas medidas — e certamente haverá necessidade — estaremos prontos para apresentar nossas propostas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alinhar nossas ações com o projeto em curso”, declarou.
Haddad enfatizou que “nosso trabalho não se encerra, não há bala de prata”, mas avaliou de forma positiva os resultados alcançados neste ano.
Durante a coletiva de imprensa, tanto ele quanto o ministro da Casa Civil, Rui Costa, teceram críticas ao mercado financeiro. Haddad ressaltou: “Sei que o mercado é ouvido, é parte do trabalho de vocês, mas é preciso questionar previsões que não se concretizaram”. Ele destacou que, enquanto agentes financeiros projetaram um crescimento de 1,5% para o país, a Fazenda estima um aumento superior a 3%. “Eles não erraram por pouco, chutaram 1,5% e vai a 3%”, reforçou.
Rui Costa, por sua vez, acusou o mercado de “precificar no presente um desequilíbrio futuro nas contas públicas”, mas garantiu que as medidas adotadas evitam tal desequilíbrio a longo prazo.
Pela manhã, os ministros se reuniram no Palácio do Planalto para detalhar as medidas de corte, que devem gerar uma economia de até R$ 327 bilhões entre 2025 e 2030. A curto prazo, a expectativa é poupar cerca de R$ 70 bilhões até 2026.
Editorial Caldas Noticias.