Tudo sobre mpox: quantos casos, a nova variante e quais os sintomas
Doença chega a 90 casos confirmados no país em 2026
O aumento de casos de Mpox no Brasil vem rendendo atualizações constantes do Ministério da Saúde e recolocando a doença no noticiário nas últimas semanas. Até o momento, a situação no país não é considerada alarmante, visto que há poucos contágios confirmados e nenhum episódio grave nos pacientes já conhecidos.
Ainda assim, conhecer mais sobre o estágio atual da doença e os sinais apresentados por ela é fundamental para identificar cedo que algo está errado e interromper uma eventual cadeia de transmissão.
Confira a seguir as informações mais atualizadas.
Qual a situação atual no Brasil?
Segundo o painel da Mpox disponibilizado pelo Ministério da Saúde, com última atualização na terça-feira (24), o Brasil tinha 90 casos de Mpox confirmados este ano ao redor do país. A doença está assim distribuída geograficamente:
63 casos em São Paulo
15 casos no Rio de Janeiro
4 casos em Rondônia
3 casos em Minas Gerais
2 casos no Rio Grande do Sul
1 caso no Distrito Federal
1 caso no Paraná
1 caso em Santa Catarina
Segundo a pasta, a maioria dos pacientes teve sintomas classificados como de grau leve a moderado, sem registro de casos graves ou mortes associadas à doença.
A situação não é nova, apesar das notícias dos últimos dias: o Brasil vem registrando casos esporádicos de Mpox todos os anos desde que a doença começou a circular, em 2022. Em 2025, foram 1.045 casos confirmados, com três mortes associadas à doença.
E a nova variante?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou, na última semana, a identificação de uma nova variante do vírus que causa o Mpox. Há dois casos conhecidos, um no Reino Unido e outro na Índia, o que sugere que pode haver mais casos no mundo.
Ainda não há casos confirmados dessa nova cepa no Brasil. Mas, mesmo que ela
chegue (ou já esteja) aqui, não há motivo para uma preocupação extra: a recombinação
do vírus é um processo natural e os quadros observados até o momento não sugerem
um problema mais grave do que aquele causado pelas variantes já conhecidas.
O modo de transmissão também é o mesmo: pelo contato físico com fluídos de uma
pessoa infectada, inclusive em relações sexuais. A transmissão pode ocorrer também
pelo contato com objetos contaminados e por gotículas respiratórias em algumas
situações. Em situações raras, a transmissão também ocorre da mãe para o bebê na
gestação.
Conheça os sintomas
Infecções por Mpox nem sempre geram sintomas. Quando ocorrem, é muito comum
que eles sejam inespecíficos, semelhantes ao de outras viroses: incluem febre, malestar, dores de cabeça e pelo corpo.
O sinal mais característico dessa infecção é uma lesão cutânea, semelhante a uma
bolha. Mais da metade dos pacientes relatam que ela é o primeiro sinal do quadro, antes
mesmo da febre.
Vale ter atenção: apesar de fotos ilustrando a doença mostrarem pacientes cobertos por
várias bolhas do tipo, em muitos casos a pessoa pode ter uma única lesão. Por isso,
quando surge uma alteração na pele, pode haver dúvidas sobre a origem real do
problema, reforçando a importância de buscar orientação médica em caso de suspeitas.
A grande maioria dos casos de Mpox tem evolução benigna e não gera complicações
além dos desconfortos no período sintomático. No entanto, pacientes com algum tipo
de imunocomprometimento estão sob risco maior de vivenciar um agravamento do
quadro, que pode levar à morte.
Como tratar isso?
Não existe tratamento específico para a Mpox. A orientação médica costuma ser
permanecer em casa enquanto as bolhas não cicatrizaram por completo, para evitar
transmitir a doença, e controlar os sintomas, ficando de olho na hidratação e na
alimentação adequadas.
A OMS também orienta não coçar as lesões ou estourar as bolhas , o que pode
facilitar a transmissão do vírus e ainda deixar feridas abertas para infecções bacterianas
oportunistas.
Sintomas severos e persistentes podem exigir internação hospitalar para tratamento
intensivo que busque prevenir agravamentos associados ao Mpox. Além de pessoas
com imunidade enfraquecida (como pacientes com HIV não controlado ou quem está
passando por tratamento oncológico), gestantes e crianças também são
considerados grupos de risco e devem ter atenção redobrada a uma piora do quadro.
Fonte: Veja Saúde.
Foto: Reprodução.

