Conselho Monetário Nacional reajusta taxas de juros do FCO para o Plano Safra 2026/2027
Conselho Monetário Nacional reajusta os juros do principal fundo de financiamento do agronegócio no Centro-Oeste para o Plano Safra 2026/2027
O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou as taxas de juros das operações de crédito rural financiadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), uma das principais fontes de crédito para o agronegócio da região. As novas condições valem para contratos firmados entre 15 de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, conforme a Resolução CMN nº 5.329, publicada no Diário Oficial da União.
As taxas variam conforme a finalidade do financiamento e a receita bruta anual do produtor rural, com juros prefixados de 8,14% ao ano, para operações especiais, até 12,80% ao ano, nas linhas de custeio, capital de giro e comercialização destinadas aos maiores produtores. Os percentuais já consideram o bônus de adimplência, concedido aos financiamentos pagos em dia.

Na comparação com as taxas vigentes desde o Plano Safra anterior, os juros prefixados sofreram aumento de aproximadamente 2,2 pontos percentuais, enquanto as modalidades pós-fixadas registraram acréscimo médio de cerca de 0,5 ponto percentual.
Investimentos
Nas operações destinadas a investimentos — inclusive aquelas que incluem custeio ou capital de giro associado — as taxas prefixadas com bônus de adimplência ficaram definidas em:
Até R$ 4,8 milhões de receita bruta anual: 8,87% ao ano;
De R$ 4,8 milhões a R$ 16 milhões: 9,41% ao ano;
De R$ 16 milhões a R$ 90 milhões: 10,87% ao ano;
Acima de R$ 90 milhões: 12,45% ao ano.
Custeio, capital de giro e comercialização
Para operações de custeio, capital de giro e comercialização, as taxas prefixadas com bônus passam a ser de:
- Até R$ 4,8 milhões de receita bruta anual: 9,38% ao ano;
- De R$ 4,8 milhões a R$ 16 milhões: 9,90% ao ano;
- De R$ 16 milhões a R$ 90 milhões: 11,19% ao ano;
- Acima de R$ 90 milhões: 12,80% ao ano.
Operações sustentáveis
A resolução também manteve condições diferenciadas para operações consideradas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário. Nessa categoria, a taxa prefixada com bônus de adimplência é de 8,14% ao ano, independentemente da receita bruta do produtor.
O benefício contempla financiamentos destinados a:
- projetos de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), recuperação de áreas degradadas, conservação ambiental, recuperação de vegetação nativa e produção certificada de baixa emissão ou neutralidade de carbono;
- projetos de inovação tecnológica nas propriedades rurais, incluindo sistemas de geração de energia renovável para consumo próprio;
- ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns.
Como funciona o bônus
Os encargos financeiros do FCO podem ser reduzidos por meio do bônus de adimplência, concedido aos produtores que mantêm os pagamentos em dia. O desconto varia conforme a faixa de receita bruta anual do beneficiário, com fatores entre 0,85 e 0,95, enquanto as operações pós-fixadas são compostas por uma parcela fixa acrescida do Fator de Atualização Monetária (FAM).
Fonte: Jornal Opção.
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