Goiânia registra queda de 70% nos homicídios e se torna uma das capitais mais seguras
A cidade de Goiânia deixou o ranking das 20 cidades mais violentas do Brasil, segundo o novo levantamento do Atlas da Violência, referente ao ano de 2025. Neste ano, a capital apareceu na 24ª posição, após ocupar a 18ª colocação na edição anterior do estudo.
O levantamento aponta que Goiânia registrou 14,7 mortes por 100 mil habitantes, índice abaixo da média nacional, estimada em 20,1 mortes por 100 mil habitantes. O resultado representa uma queda de 52,1% em relação ao índice registrado em 2019.
Os dados também colocam Goiânia como a quarta capital menos violenta do país, atrás apenas de Florianópolis, Brasília e Curitiba. O Atlas da Violência destaca ainda a capital goiana como um dos principais casos de sucesso na redução da letalidade entre as capitais brasileiras.
Na análise de longo prazo, Goiânia apresentou a segunda maior redução na taxa de homicídios entre todas as capitais do país no período de dez anos. Entre 2014 e 2024, a queda acumulada foi de 70,9%.
Cenário estadual
O estado de Goiás também aparece em destaque positivo no levantamento. Segundo o estudo, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal foram as únicas unidades da federação a registrar reduções anuais consecutivas nas taxas de homicídio entre 2019 e 2024.
No recorte estadual, a taxa de homicídios caiu 58,4% na última década, passando de 44,2 mortes por 100 mil habitantes em 2014 para 18,4 em 2024. Ao todo, foram registrados oficialmente 1.354 homicídios no ano passado. Quando considerados os chamados homicídios ocultos, estimados pelo levantamento, a taxa sobe para 19,3 mortes por 100 mil habitantes.
O estado também registrou uma das maiores reduções absolutas no número de mortes violentas do país em 2024, com 229 casos a menos em comparação ao ano anterior.
O levantamento ainda detalha a redução da violência em diferentes grupos sociais. Entre jovens de 15 a 29 anos, a taxa de homicídios caiu 67,8% entre 2014 e 2024. Em 2024, Goiás registrou taxa de 30 homicídios por 100 mil jovens, uma das menores do Brasil.
Entre as mulheres, a redução foi de 62,5% na última década, alcançando taxa de 3,3 mortes por 100 mil habitantes em 2024. No caso das mulheres negras, a queda foi ainda maior: 64,2% no mesmo período.
Já entre a população negra em geral, o Atlas aponta que o risco relativo de uma pessoa negra ser assassinada em Goiás é 2,1 vezes maior do que o de uma pessoa não negra, apesar da redução de 59,4% na taxa de homicídios desse grupo na última década. Entre idosos com mais de 60 anos, a taxa de homicídios recuou 58,7% no período analisado.
Apesar da melhora nos indicadores de violência letal, o levantamento chama atenção para o crescimento das mortes no trânsito em Goiás. Entre 2019 e 2024, a taxa aumentou 22,3%, atingindo 25,8 óbitos por 100 mil habitantes em 2024.
Outro dado que preocupa é o crescimento do suicídio entre adolescentes e jovens de 10 a 19 anos. Segundo o Atlas, a taxa em Goiás chegou a 4 mortes por 100 mil habitantes em 2024, representando aumento acumulado de 48,1% desde 2014.
O estudo também aponta taxas elevadas de notificações de violência contra pessoas com deficiência física e intelectual no estado.
Entre os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes, Planaltina apresentou a maior taxa estimada de homicídios em 2024, com 32,5 mortes por 100 mil habitantes, seguida por Luziânia (31,1), Senador Canedo (27,1), Aparecida de Goiânia (24,0), Jataí (19,9), Valparaíso de Goiás (15,0) e Anápolis, que registrou uma das menores taxas do estado, com 7,9 mortes por 100 mil habitantes.
Fonte: Jornal Opção.
Foto: Jornal Opção.

