Brasil

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe sobre a ameaça de paralisação

Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) disse que paralisação pode ocorrer até o final de semana

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou nesta semana que uma greve nacional de caminhoneiros pode acontecer até o final de semana. A declaração foi feita em meio aos rumores de paralisação.

Segundo Landim, a Abrava tem articulado com entidades estaduais para ampliar a adesão e alinhar uma eventual data única. “Pode acontecer até o fim de semana”, disse à Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. A mobilização avançou após assembleia realizada na segunda-feira (16), no Porto de Santos, em São Paulo, que deliberou pela paralisação e reuniu lideranças de várias regiões do país.

O encarecimento do diesel é fruto da guerra no Oriente Médio. “Não somos autossuficientes em diesel refinado. Nós ainda compramos do mercado internacional 25% desse combustível, e isso está impactando demais na nossa economia”, disse Glauco Mendes, presidente do Sindicombustíveis Bahia.

Na primeira semana de março, o preço médio do S-10 subiu mais de 7%, segundo levantamento do setor, e continuou avançando ao longo do mês, levando o combustível a patamares próximos de R$ 6,90 por litro, na média nacional, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na manhã desta quinta-feira (19), uma manifestação de caminhoneiros, carreteiros, motoristas de ônibus, vans e motoboys causou congestionamento na BR-324, em Salvador. A estimativa é que 100 motocicletas e 50 automóveis participaram da mobilização. As categorias cobram respostas sobre o aumento do combustível no país.

Limitações

O movimento ocorre em um ambiente de forte volatilidade internacional, com o petróleo acima de US$ 100 o barril. A tentativa do governo federal de conter a alta, por meio de pacote anunciado em 12 de março, com redução de tributos e subvenção ao diesel, teve efeito limitado após o reajuste promovido pela Petrobras no dia seguinte. Mesmo com o aumento de 11,6% nas refinarias, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) aponta que o preço ainda permanece abaixo do mercado internacional, indicando risco de novas pressões.

No frete, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou, na sexta-feira (13), a tabela de pisos mínimos, com reajustes de até 7%, após a alta de mais de 13% no diesel acionar o gatilho previsto na Lei nº 13.703/2018. Para Chorão, no entanto, a medida tem alcance limitado sem fiscalização efetiva. “Esta semana saiu um gatilho dentro da Lei 13.703, e até hoje não há fiscalização, não há pessoal cumprindo”, afirmou.

Além da recomposição do frete, a categoria mantém demandas estruturais, como a implementação do travamento eletrônico da planilha de custo mínimo operacional e a isenção de pedágio para caminhões vazios.

“Numa situação de crise, a isenção do pedágio é mais importante do que retirar o PIS/Cofins incidentes sobre o diesel”, disse. Apesar de manter diálogo com o governo, o dirigente cobra medidas concretas. A Casa Civil entrou em contato com lideranças nesta semana, mas, segundo Landim, não houve avanço suficiente.

Fonte: Correio 24 Horas.
Foto: Miguel Schincariol/Getty Images.

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