Goiás atinge menor taxa de analfabetismo da história, mas ainda tem 207 mil pessoas sem saber ler e escrever
Estado reduziu índice para 3,5% em 2025, mas ainda concentra mais de 207 mil pessoas que não sabem ler nem escrever
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que Goiás registrou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo de sua história. Apenas 3,5% da população com 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. O estudo também aponta avanço na escolaridade da população adulta. A proporção de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram pelo menos o ensino médio chegou a 32,5% em 2025.
Parte desse resultado pode ser explicada pelo aumento da escolarização entre os mais jovens. Segundo o levantamento, 96,7% das crianças de 6 a 14 anos frequentavam a etapa adequada para a idade, permitindo que o estado atingisse a Meta 2 dos indicadores educacionais.
Apesar dos avanços, Goiás ainda possui mais de 207 mil pessoas que não sabem ler nem escrever. O analfabetismo é mais frequente entre pessoas pretas ou pardas (3,9%) do que entre pessoas brancas (2,8%).
As desigualdades também aparecem entre a população idosa. Na faixa etária de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo alcança 14,9% entre pretos e pardos, enquanto entre brancos o índice é de 9%.
A diferença entre grupos raciais e de gênero também se reflete nos indicadores de conclusão do ensino médio e acesso ao ensino superior. A frequência líquida — que considera jovens matriculados na série adequada para a idade ou que já concluíram a etapa — não atingiu as metas de 85% para o ensino médio e 33% para o ensino superior na população geral.
De acordo com o levantamento, apenas mulheres e pessoas brancas alcançaram ambos os objetivos. Entre as mulheres, os índices foram de 87,2% no ensino médio e 37,3% no ensino superior. Já entre as pessoas brancas, os percentuais chegaram a 88,3% e 43,3%, respectivamente.
Fonte: Jornal Opção.
Fotos: Jornal Opção / Reprodução.

